Advogado pode ter sido morto por disputa de herança

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Familiares do advogado André Ambrósio Ribeiro, assassinado na tarde da última quinta (12), suspeitam que o crime foi motivado por disputa por herança. O corpo dele será velado a partir do meio-dia desta sexta (13) no Cemitério de Santo Amaro, na área central do Recife. O crime ocorreu em Caruaru, Agreste de Pernambuco, por volta das 17h. Ribeiro foi morto com cinco tiros na cabeça.

De acordo com o parente ouvido pela reportagem, a irmã mais velha de André foi também morta por execução, há 20 anos, no bairro da Boa Vista, no Recife. “Ela foi abordada por motoqueiros e levou dois tiros na cabeça. O inquérito foi inconclusivo, mas ele (André) e o filho dela (da vítima) estavam fora, investigados na ocasião. Não provaram quem cometeu”, disse a fonte.

A disputa seria pela herança do pai, morto há quase 30 anos em um acidente, durante viagem à Itália. Segundo um familiar, houve partilha, mas o inventário não foi concluído. Um irmão e a mãe do advogado estão entre os herdeiros. “André era um ‘lord’, se dava bem com as ex-mulheres e não tinha problemas no lado profissional. Era advogado trabalhista e fazia algumas coisas na área empresarial. Não acreditamos que o crime tenha a ver com trabalho”, comentou um parente.

Entenda o Caso
O Advogado André Ambrósio Ribeiro da Silva, 46 anos foi executado na tarde da última quinta-feira (12), no loteamento Itamaraty, em Caruaru, Agreste de Pernambuco. Um homem abordou a vítima, diante da filha e da babá da criança. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) se pronunciou e disse que vai averiguar se o crime tem ligação com o exercício profissional da vítima.

De acordo com o delegado, serão chamados para depor familiares, pessoas que estavam na área no momento do crime e a babá, que foi testemunha ocular do homicídio. Os depoimentos devem ser iniciados ainda nesta sexta-feira (13). “Também vamos verificar se câmeras de segurança de outros imóveis daquela área registraram algo. Isso pode nos ajudar a traçar a rota de fuga”, observou Rodolfo Bacelar.