Agressão sofrida por idoso no Pina teria sido resposta a ironia; mulher é indiciada

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Um triângulo amoroso e um comentário sobre a atuação da esposa como mãe. Esses foram os ingredientes, segundo a Polícia Civil de Pernambuco, para a agressão sofrida por William José de Souza, 62, e praticada pelo ex-fisiculturista Bruno Nunes Elihimas, de 35 anos, em uma rua do bairro do Pina, na Zona Sul do Recife, no último dia 29 de dezembro.

A motivação do crime foi apresentada na manhã desta terça-feira (8) pelo delegado Ramon Teixeira, titular da Delegacia de Boa Viagem, responsável pelas investigações, que acredita que a agressão foi premeditada. Segundo o delegado, Bruno (que está no Cotel) tinha uma relação extra-conjugal com Edylla Katharine de Oliveira Carneiro, 28 anos. O comentário, confirmado em depoimento pelo próprio idoso, teria sido de que o marido de Edylla (que não teve o nome revelado) era pai e mãe das crianças. Quando soube disso, Edylla, que também foi indiciada pelo crime, ficou bastante irritada, segundo as investigações do delegado.

De acordo com as câmeras de segurança, no dia da agressão, o carro de Edylla chegou à garagem por volta das 10h da manhã. Quando a mulher subiu ao apartamento, segundo o delegado, a primeira coisa que fez foi perguntar ao marido onde estava William.

William tinha ido ao supermercado e chegou ao prédio cinco minutos depois de Edylla. Bruno estava dentro do carro da jovem. Quando ela subiu para o apartamento, o carro deixou o prédio, mas voltou ao edifício minutos depois.

O delegado acredita que o retorno do veículo tenha sido feito em razão de Edylla ter comunicado a Bruno que William estava no prédio. Logo depois que William entregou as compras e estava deixando o prédio, Bruno saiu do carro, o seguiu e o agrediu. O delegado afirmou que, através das câmeras de segurança, Bruno não tinha intenção de assassinar William por tê-lo empurrado após as agressões.

O delegado indiciou Bruno e Edylla por lesão corporal grave. Bruno já se encontra preso e a prisão de Edylla vai ser decidida pelo judiciário.

As versões de que o idoso teria agredido verbalmente ou fisicamente a mulher foram negadas pelo delegado. Também foi invalidada a história de que Edylla estava grávida de 2 ou 3 meses e teria abortado após uma discussão com William. O delegado afirmou que não há indícios de que ela estava realmente grávida.

Entenda o caso
O guardador de carros William José de Souza, 62 anos, morador de Brasília Teimosa, foi violentamente agredido na manhã do dia 29, na Rua Amazonas, no bairro do Pina, Zona Sul do Recife, por Bruno Nunes Elihimas, de 35 anos. A agressão, ocorrida por volta das 10h17, foi registrada por câmeras de segurança.

De acordo com a Polícia Civil, a vítima teve ferimentos no rosto, perdeu os dentes e chegou a ser encaminhada para a UPA da Imbiribeira, mas, devido à gravidade das lesões, seguiu para o Hospital da Restauração.

Dois dias depois de ter sido flagrado pelas câmeras de segurança, Bruno foi encaminhado ao Centro de Obervação e Triagem Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, onde cumpre prisão preventiva, depois que passar por exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML).

Questionado se estava arrependido da agressão, Bruno afirmou que sim. Marcelo Soares, seu advotado, informou que o guardador de carros “por diversas vezes” agrediu verbalmente a namorada de Bruno e que ocorreu uma agressão física, no dia 26 de dezembro, “quando arremessou uma panela em direção a ela” – “Razão pela qual ela perdeu o bebê”, afirmou o advogado.

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