Apadrinhamento de estrangeiros permite vivência de intercâmbio sem viajar

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Que fazer intercâmbio é um passo importante na vida de um estudante isto é. Mas, quando se fala essa palavra, logo vem à cabeça a ideia de estudar no exterior. Esqueça. Foi-se o tempo que era assim. Com a chegada de alunos estrangeiros nas universidades, tornou-se possível vivenciar outros hábitos e culturas sem ter que deixar o próprio País. Em Pernambuco, embora outras instituições públicas de ensino tenham convênio com faculdades do exterior para receber esses estudantes, a única que se diferencia das demais por ter um programa específico de apadrinhamento de alunos estrangeiros é a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

De acordo com a secretária-executiva da Diretoria de Relações Internacionais da instituição (DRI/UFPE), Ina Alcântara, a iniciativa visa estimular estudantes veteranos a “adotarem” um aluno intercambista a fim de ajudá-lo nos primeiros momentos da faculdade.

Segundo ela, esse suporte é importante para o novo estudante se habituar à realidade enquanto que, por outro lado, o padrinho ganha a chance de enriquecimento cultural e aprimoramento de outras línguas. “É uma experiência válida e que vai se aprimorando a partir do momento que o aluno recepciona o intercambista e o acompanha no dia a dia. Essa é a grande vantagem ao proporcionar essa troca de conhecimentos por meio do programa”, explica.

O estudante de engenharia cartográfica Carlos Fabrício Assunção, 25 anos, foi um dos primeiros a demonstrar interesse desde quando o programa de apadrinhamento foi lançado, cinco anos atrás. E até hoje, a empolgação é a mesma sempre quando os editais de convocação são lançados pela UFPE. Desde agosto ele acompanha o catalão Andoni Iriondo Otxotorena, 21 anos, que ingressou na UFPE para cursar ciências políticas.

No fim deste mês, ele retorna ao País Basco, e deixa mais uma experiência na bagagem de Assunção, que já foi responsável por cerca de dez afilhados. “Participar do programa me permite conhecer várias culturas diferentes da minha sem sair da universidade. Abre a minha mente sobre coisas que não conhecia e, como tenho que me comunicar no dia a dia, acabo aprendendo a falar a língua. É como fazer intercâmbio sem sair do País”, conta.

E nem é preciso muito para se tornar um padrinho. Para se tornar um voluntário, basta preencher o “Formulário de Apadrinhamento” (disponível no site da UFPE), ser comunicativo, proativo e ter disponibilidade para auxiliar o aluno estrangeiro sempre que necessário – para isso, cada estudante assina um termo de responsabilidade junto à UFPE afirmando estar ciente de suas obrigações. “Recomendamos só atenção especial ao cronograma e às responsabilidades de padrinho (e madrinha) que se encontram no edital”, reforça Ina Alcântara. O apoio acadêmico vai desde a recepção no aeroporto, auxílio na pré-matrícula até enturmá-lo com os demais estudantes do curso.

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