Audiência pública discute desocupação de casas em área de risco em São Lourenço da Mata

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Nesta terça-feira (26), uma audiência pública em São Lourenço da Mata, no Grande Recife, discutiu a situação dos moradores que precisam deixar as residências no trecho entre a Rua da Estrada da Compesa e a Rua das Papoulas. As casas foram construídas numa faixa de domínio da Adutora de Tapacurá e estão em local de potencial risco. Representantes da Prefeitura, da Compesa e moradores trataram do assunto.

A recomendação foi emitida com base num processo de reintegração de posse, já que, segundo a prefeitura, as casas teriam sido erguidas irregularmente num terreno que pertence à Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). O processo tramita na 2ª Vara Cível de São Lourenço da Mata.

Segundo o procurador-geral do município, Nicolas Araújo, a Compesa se comprometeu a implantar uma nova adutora no trecho de cinco quilômetros que apresentam risco à população e desativar a que se encontra embaixo das casas. A obra foi orçada em R$ 42 milhões.

Essa não é a primeira audiência que discute a intervenção. Há seis anos, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) entrou na Justiça para tratar da retirada das famílias. Segundo determinação, até junho deste ano deve sair um levantamento social e econômico dos atingidos pela decisão.

A notícia de que as famílias têm que desocupar os imóveis por um ano, enquanto a Compesa constrói uma nova adutora para substituir esta, em outro lugar, chegou aos moradores na semana passada.

A dona de casa Maria Cristina da Silva não tem para onde ir. “Temos que sair da nossa casa, mas não sabemos para onde. Vou ficar sem minha família? Não tenho emprego, vivo de ajuda da igreja e do Bolsa Família”, conta.

De acordo com um levantamento da Compesa, já são 509 construções no entorno da tubulação que transporta água entre a barragem de Tapacurá e os bairros da Região Metropolitana do Recife desde que foi inaugurada, há 46 anos. No começo, não havia casas nas laterais da adutora. Com o tempo, as moradias foram se multiplicando.

O engenheiro da Compesa Daniel Genuíno afirma que, diante de tantas residências, a desocupação total da área é importante. Se durante a execução do trabalho ocorrer um estouro na adutora, a vida dos moradores pode ficar em risco.

“A parte referente à relocação das pessoas está sendo tratada pela Prefeitura de São Lourenço. O nosso objetivo como Compesa é preservar vidas. É um processo que vem se arrastando desde 2013”, conta. Segundo ele, o percurso da adutora conta com placas alertando sobre o perigo no local.

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