Bazuca apreendida pela Polícia seria utilizada em crimes patrimoniais

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Três homens foram presos suspeitos de negociar a venda de um lança rojão, conhecido popularmente como bazuca, na Região Metropolitana do Recife. De acordo com a Polícia Civil de Pernambuco, um deles seria um policial militar de Alagoas. As prisões aconteceram em um posto de gasolina em Jaboatão dos Guararapes, na segunda-feira (6).

Ainda segundo a polícia, o armamento estava sendo negociado por R$ 12 mil e seria utilizado posteriormente para cometer crimes patrimoniais, como assaltos a carros-fortes e agências bancárias. O lança rojão, que é uma arma de uso exclusivo das Forças Armadas brasileiras, ainda não teve o seu registro identificado dentro do Exército Brasileiro. Existe, ainda, a possibilidade do armamento ter origem de algum outro país da América do Sul.

Com o trio, foram apreendidos uma pistola, um revólver e 90 munições intactas, além da bazuca. Gedalis Filipe Cardoso, de 39 anos, é Policial Militar do estado de Alagoas e estava portanto a pistola, cujo porte é legal devido ao seu cargo como policial. Gedalis estaria fazendo a intermediação da compra da bazuca, fazendo a segurança do transporte e venda.

Junto com Gedalis, estava Charles Francisco Cardoso, de 28 anos, o suposto comprador da arma. Charles tem passagem na polícia por homicídio e faz parte de uma organização criminosa. Ele chegou a confessar para a polícia que a compra foi ordem de uma pessoa do município de Caruaru que atualmente está presa. Charles repassaria a compra da bazuca para uma pessoa que iria fazer o seu ativamento.

Com a abordagem, Gedalis e Charles informaram que o vendedor da arma estaria aguardando o pagamento em uma agência bancária. A polícia deslocou uma equipe para o banco, onde encontraram o colecionador de armas André Filipe Cardoso, de 28 anos. No carro de André ainda foi encontrado um revólver de porte legal, já que se tratava de um colecionador.

Os três envolvidos foram presos preventivamente. Gedalis Felipe se encontra no Centro de Reeducação da Polícia Militar de Pernambuco (Creed), enquanto Charles e André estão no Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Evaldo Luna (Cotel).

Os autuados podem pegar de 4 a 8 anos de prisão por comércio ilegal de arma de fogo. Caso seja provado que a arma vem de outro país, o crime passa a ser considerado tráfico internacional de arma de fogo.

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