Botox beneficiará crianças com síndrome congênita do zika

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Crianças pernambucanas que foram diagnosticadas com Síndrome Congênita do Zika (SCZ/microcefalia) podem ser beneficiadas pelo uso terapêutico de toxina butolínica (botox). Nesta terça-feira (20), cerca de 20 meninos e meninas passaram por reavaliação ortopédica no Hospital Getúlio Vargas (HGV) para verificar as indicações para aplicação do produto. A expectativa é que as aplicações comecem no início de abril, também no HGV.

O objetivo do botox é evitar ou amenizar deformidades ortopédicas e rigidez muscular, além de auxiliar no processo de reabilitação física dessas crianças. “A aplicação é feita com anestesia local e de forma ambulatorial, liberando o paciente logo em seguida”, afirma o ortopedista Epitácio Rolim, que ainda reavaliará outras 30 crianças. O ortopedista também está à frente das cirurgias ortopédicas dessa população, que estão sendo realizadas no Hospital Maria Lucinda.

Além da aplicação da toxina butolínica, outras ações já foram efetivadas para as crianças com microcefalia, como a oferta da especialidade de gastropediatria e medicamento para evitar convulsões. Além disso, a rede de assistência saltou de 2 unidades de referência, que já funcionavam antes da mudança do padrão da doença, para 32, sendo 25 com serviços específicos de reabilitação – pelo menos uma em cada uma das 12 Regionais da Saúde (Geres) do Estado.

DADOS
Desde 2015, a SES confirmou 437 casos de Síndrome Congênita do Zika/Microcefalia.

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