Cemit estuda propostas para controlar comportamento de banhistas

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Membros do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) se reunirão, nesta terça-feira (5), para analisar atuações mais precisas para controlar o comportamento de banhistas em locais onde há placas de sinalização de áreas de potenciais ataques de tubarão.

O encontro acontecerá após o registro de mais um incidente, no qual o jovem José Ernestor Ferreira da Silva, de 18 anos, morreu depois de ser mordido no domingo (3), na área da Igreja de Nossa Senhora da Piedade, em Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife.

“Os membros do comitê vão se reunir para deliberar sobre algumas atuações que possam ser mais precisas e direcionadas para o comportamento do banhista que não respeita e não não atende placas, orientações e bandeiras”, afirmou o coordenador do Cemit, o coronel do Corpo de Bombeiros, Leodilson Bastos.

“Se o banhista vai à praia e tem bandeirolas vermelhas, aquilo ali não é uma área de banho. A cor vermelha sinaliza perigo. Não é para passar”, acrescentou. Leodilson alerta para a participação da população na escuta aos profissionais. “A população precisa se conscientizar a ouvir esses profissionais, pois eles estão lá para orientar. Pelo amor de Deus, não se exponham a riscos desnecessários”.

O coronel chama atenção para alguns fatores que aumentam os riscos dos incidentes, como maré alta, entardecer, mar aberto e águas profundas, observados tanto no caso do domingo, quanto do último 15 de abril, quando o potiguar Pablo Diego foi vítima na mesma região. “A população tem que ajudar e entender que o meio aquático é do tubarão e precisamos aprender a conviver com esse animal. Se não, não há política pública que ajude a combater os casos”, completou o coronel Leodilson.

Instalação de redes
De acordo com o coordenador do Cemit, a Secretaria de Defesa Social (SDS) chegou a cogitar a instalação de redes em áreas de risco para tentar impedir os banhos, mas uma análise de fatores fez o Governo recuar da medida. “Isso foi arquivado por conta dos possíveis impactos gerados ao meio ambiente, pois essa tela aprisionaria seres de diversos tamanhos e também demandaria acompanhamento diário. As pessoas poderiam até ficar agarradas à rede”, afirmou.

“Os tubarões são sobreviventes natos. Vários acidentes glaciais e extinções em massa aconteceram e os tubarões permaneceram. Sabemos que eles não se alimentam de seres humanos, esses são casos pontuais”, finalizou o coronel.