Congresso discute educação emocional no Cecon

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As emoções podem influenciar tanto no comportamento como no desenvolvimento escolar de cada indivíduo. Esse cenário tem feito professores das redes municipais e estaduais (públicas e particulares), de todo o Brasil, levarem para as salas de aula metodologias que contemplam a educação emocional.

A temática está sendo discutida no V Congresso Nacional de Educação (Conedu), realizado no Centro de Convenções, em Olinda. A abertura foi feita na última quarta-feira (17) e a programação segue até o próximo sábado (20).

Segundo Thayanne Lima, psicóloga e consultora pedagógica, a educação emocional é um processo de reconhecimento e desenvolvimento das emoções humanas no ambiente escolar. “Sentir raiva, ficar chateado ou triste é natural. Reconhecer que essas demonstrações fazem parte do nosso cotidiano são importantes para que consigamos conviver melhor com nós mesmos, melhorando o bem estar individual, mantendo, assim, boas relações de convivência com os que estão ao nosso redor”, explicou.

Para a profissional, “essas práticas ensinam aos docentes e comunidade escolar a lidar com esses sentimentos de forma construtiva, fazendo com que esses sentimentos não atrapalhem no processo de aprendizagem”. Thayanne contou também que a aplicação desse tipo de metodologia está crescendo nas escolas principalmente depois da última reforma da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), implantada em julho deste ano, passando a incluir entre suas diretrizes o desenvolvimento de competências socioemocionais no ambiente escolar a partir do diálogo, cooperação e resolução de conflitos do campo das emoções.

A organização Inteligência Relacional, que está realizando oficinas e minicursos sobre a temática no Conedu, atua há dez anos no desenvolvimento de metodologias que auxiliam na problemática das competências emocionais através de materiais educativos e capacitação de pessoas.

A consultora pedagógica Rafaela Paiva, faz parte dessa organização e contou que as práticas desenvolvidas estimulam também a comunicação e o relacionamento entre alunos e professores, contribuindo para um ambiente menos violento nas escolas. “Aprender a reconhecer, a regular e adequar melhor as emoções nas salas de aula é fundamental para que seja possível construir relações interpessoais mais saudáveis, desde a educação infantil, até o final da fase escolar. Através da aplicação rotineira dessas atividades nas salas de aula é possível promover a cultura de paz nesse espaço”, contou Rafaela.

A coordenadora do programa de projetos educacionais do município do Cabo de Santo Agostinho, Cleide Gomes, afirmou que essa metodologia foi aplicada no início deste ano em todas as 94 escolas do município, trabalhando com toda a comunidade escolar, desde o porteiro até o professor.

“O projeto foi adotado com o intuito de abrir as portas para um novo olhar tanto do educador, quanto de familiares e principalmente dos alunos. Já temos relatos positivos de alunos que tiveram suas vidas transformadas a partir da vivência desse projeto nas escolas do Cabo.

A programação do Conedu também conta com palestras “Corpo e Educação Alimentar”, da professora da Universidade Federal da Bahia, que será apresentada nesta quinta-feira (18). Já na sexta-feira (19), uma das mesas de discussões irá abordar a temática “Ensino Religioso”, que será ministrada por Aurenéa Maria de Oliveira, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

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