Corpo de advogado executado em Caruaru é sepultado no Recife

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O corpo do advogado André Ambrósio Ribeiro, 46 anos, assassinado na tarde da última quinta (12) em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, foi sepultado na tarde desta sexta-feira (13) no Cemitério de Santo Amaro, na área central do Recife. André foi executado no loteamento Itamaraty com cinco tiros na cabeça diante da filha e da babá da criança.

De acordo com o padastro da vítima, Milton Leite, 60 anos, todos foram pegos de surpresa e, até o momento, não sabem qual é a linha de investigação do caso. Ele disse que o próprio André, pelas imagens, deve ter pensado que era um assalto.

“Não quero saber quem foi, quero saber apenas o motivo. Ele era um rapaz muito bom, ajudava a todos, não tinha inimigos”, disse a mãe do advogado, Lais Ambrósio, 76 anos.

O vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB Pernambuco, Marcelo Santa Cruz, esteve no enterro para prestar solidariedade à família do advogado e disse que a instituição está à disposição para que sejam tomadas providências. “Já entramos em contato com o secretário Pedro Eurico, que disse que o governador já está informado e que as investigações já estão sendo procedidas. A Comissão de Direitos Humanos vai acompanhar o caso e deve indicar algum assistente de criminalística para apurar o fato”, afirmou.

Entenda o Caso
O advogado André Ambrósio Ribeiro da Silva, 46 anos foi executado na tarde da última quinta-feira (12), no loteamento Itamaraty, em Caruaru, Agreste de Pernambuco. Um homem abordou a vítima, diante da filha e da babá da criança. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) se pronunciou e disse que vai averiguar se o crime tem ligação com o exercício profissional da vítima.

De acordo com o delegado, serão chamados para depor familiares, pessoas que estavam na área no momento do crime e a babá, que foi testemunha ocular do homicídio. Os depoimentos devem ser iniciados ainda nesta sexta-feira (13). “Também vamos verificar se câmeras de segurança de outros imóveis daquela área registraram algo. Isso pode nos ajudar a traçar a rota de fuga”, observou Rodolfo Bacelar.

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