Decreto do ‘plástico zero’ entra em vigor e vigilância faz apreensões em Noronha

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Começou a vigorar nesta quinta-feira (11) o decreto do “plástico zero”, que proíbe a circulação de produtos descartáveis em Fernando de Noronha, como sacolas, canudos e garrafas. Uma equipe da Vigilância Sanitária fez apreensões de materiais em estabelecimentos comerciais da ilha.

O trabalho teve início na loja e lanchonete Mundo Verde, no bairro da Floresta Velha. Foram recolhidos alguns sacos plásticos de posicionamento, que são usados para acondicionamento de produtos de cozinha vendidos de forma fracionada.

“Nós fizemos a apreensão, mas a empresa está se adaptando e fez muitas mortificações no trabalho. Temos que elogiar “, afirma o gerente da Vigilância Sanitária, Carlos Diógenes Ferreira de Lima Filho.

Os sacos de posicionamento são permitidos, mas é preciso que a empresa informe e registre a compra desse tipo de material para obter a autorização de uso. Durante a fiscalização, a loja informou que substituiu as bandejas de isopor por papelão. As sacolas plásticas foram trocadas por sacos de papel.

“Nós procuramos nos adaptar à nova lei, evoluímos, aprovamos as regras, elas são boas para o meio ambiente. No o começo, é complicado, mas com tempo vai ficar natural”, declara a gerente do Mundo Verde, Cíntia Rodrigues.

A equipe da Vigilância também esteve na Barraca do Aldir, que vende lanches em frente à Escola Arquipélago. No local, foram apreendidos luvas plásticas e sacos de sanduíche.

O comerciante comemorou a apreensão e o decreto. “Eu pensei que esse material pudesse ser usado, mas não me preocupo com a apreensão. Vou lavar as mãos em vez de usar luvas. É muito bom o decreto ‘plástico zero’”, diz Aldir Leal.

Avaliação
Os estabelecimentos que insistirem no uso de destacáveis serão punidos. A multa varia de acordo com a categoria. É preciso, por exemplo, saber se o infrator é morador ou visitante.

“A multa começa com meio salário mínimo. Para grandes estabelecimentos, fica, em média, em três salários mínimos e a punição pode chegar a provocar cassação do alvará”, informa a bióloga da Administração da Ilha, Sandra Cadente.

A fiscalização vai visitar 13 estabelecimentos por dia e o objetivo é vistoriar 300 pontos comerciais. “No primeiro dia de trabalho, constatamos que os comerciantes aderiram ao decreto, estamos satisfeitos”, avalia o superintendente de Saúde, Fernando Magalhães.

Os clientes aprovaram as novas medidas. “Eu achei interessante, estamos numa ilha e é importante a preservação”, comenta a assistente administrativa Isabele da Silva.

“É um decreto que veio para ficar, acho até que demorou muito. Fernando de Noronha é uma unidade de conservação e já era tempo de banir o plástico da ilha”, ressalta o professor de capoeira Rogério Henrique Lira.

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