Desvios de recursos na Mata Sul eram nas áreas de educação e saúde

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Na operação, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos com dados. De acordo com as investigações, a organização atuava por meio de uma parceria entre empresas e agentes públicos para direcionar os processos licitatórios e assegurar que os contratos fossem firmados com empresas fantasma.

Servidores públicos podem estar envolvidos no esquema, que desviou verbas estaduais e federais. “Toda fraude na licitação gera um dano muito grande, porque o dinheiro deixa de ir para onde deveria estar. Educação de qualidade, saúde de qualidade”, lamenta o procurador geral de Justiça, Francisco Dirceu Barros.

O coordenador do Gaeco, Ricardo Lapenda, informou que uma auditoria identificou as irregularidades. “Ainda estamos no início da investigação, vamos recolher documentos para que isto seja melhor analisado”, disse. Nesta manhã, estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em Quipapá, Garanhuns, Correntes, Terezinha, Caruaru e Recife.

Maiores detalhes sobre a operação serão divulgados em entrevista coletiva na sexta-feira (15), às 10h, na sede do MPPE, na rua do Imperador Dom Pedro II, 473, Santo Antônio, no Recife.

Operação

Participam da operação Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União (CGU) e Polícia Civil. A operação conjunta conta com a atuação de 70 policiais civis, 12 integrantes do Grupo de Apoio Especializado ao Combate às Organizações Criminosas do MPPE (Gaeco) e oito servidores da CGU.