Estudante pernambucano recebe prêmio nacional por trabalho sobre unidades de conservação no Recife

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Um estudante da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) recebeu, nesta quarta (5), o Prêmio Jovem Cientista, pelo trabalho sobre unidades de conservação da natureza no Recife. Célio Moura, que cursa o último ano de arquitetura e urbanismo, analisou a importância das matas de Dois Irmãos e do Engenho Uchôa na rotina de diferentes grupos sociais da capital pernambucana.

O prêmio foi entregue no Palácio do Planalto, em Brasília, pelo presidente Michel Temer (MDB

). A 29ª edição do Prêmio Jovem Cientista teve o tema “Inovações para Conservação da Natureza e Transformação Social” e foi realizada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Além de Célio, que recebeu R$ 18 mil, também foram premiados estudantes de Alagoas, Rio Grande do Sul, Pará, São Paulo, Amazonas, Minas Gerais, Bahia e Ceará. Na pesquisa, Célio analisa como o desenvolvimento urbano das cidades tem contribuído para a degradação ambiental. Considerando a natureza na cidade como um bem patrimonial, ele desenvolve instrumentos de gestão para proteção e salvaguarda.

O projeto
A mata de Dois Irmãos, no bairro do mesmo nome, na Zona Norte do Recife, é uma das poucas que guardam parte da Mata Atlântica em Pernambuco. Uma área verde, de 387 hectares na zona urbana do Recife, que foi transformada em parque estadual em 1998.

Nela estão três açudes e o zoológico. Apesar de ser uma unidade de conservação, a área sofre com a abertura de trilhas, derrubada de árvores e despejo de lixo. Durante um ano, ele pesquisou, como parte de um projeto de iniciação científica, de que forma a população da vizinhança percebe a presença da mata e como convive com ela.

A outra área que Célio estudou foi a mata do Engenho Uchoa, na Zona Oeste do Recife. Ela tem 192 hectares e, como vizinhos, 11 bairros. São quase 300 mil pessoas morando nesses bairros, mas que nem sempre cuidam da preservação dela. Para conhecer melhor a área, Célio procurou o Movimento em Defesa da Mata do Engenho Uchoa, que existe há 40 anos.

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