Ex-namorado de mulher brutalmente assassinada em Olinda presta depoimento

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O ex-namorado de Marcela Gomes Leite, de 32 anos, que foi brutalmente assassinada dentro da casa onde morava, no bairro de Aguazinha, em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, prestou depoimento na manhã desta quarta-feira (27). O comerciante João Henrique Batista de Lima, de 32 anos, negou ter matado a mulher e acredita que o crime seja uma vingança.

“O primo dela teve envolvimento em um duplo homicídio. Acho que se vingaram e descontaram nela, que não tinha nada a ver”, disse o comerciante. Questionado se seria ele que aparecia nas imagens das câmeras de segurança deixando a casa da ex-namorada, João Henrique descartou a possibilidade. “Nada a ver. O homem das imagens é alto, mais forte e usa boné. Jamais faria isso com ela ou com mulher nenhuma. Mas tem muita gente com raiva de mim, querendo me culpar”, comentou o comerciante, que afirma que passou o Natal em casa com a mãe e o irmão.

O homem informou que está sofrendo duas vezes. “Estou sofrendo porque perdi minha mulher e porque não posso ir ao velório e ao enterro. Estou sem dormir direito e com medo que alguém me faça mal. Estavam até divulgando uma foto minha”, comentou João. Ele disse que vai provar que é inocente. “Estou aqui pra provar que sou inocente”, disparou.

João Henrique não morava mais com Marcela porque a família da vítima não aceitava o relacionamento dos dois. Mesmo assim, eles mantinham um relacionamento amoroso, segundo o homem. Ele, inclusive, chegou a mostrar uma conversa que teve com a namorada no Natal.

O comerciante, segundo a delegada Fabiana Leandro, da Delegacia de Homicídios de Olinda, se apresentou espontaneamente nesta manhã. A delegada informou que João Leandro é investigado pela polícia, assim como um homem que estava conversando com ela no dia do Natal. “O homem que teria dado em cima de Marcela durante a festa de Natal já foi ouvido pela polícia. Ele prestou depoimento ontem (última terça), teve o DNA coletado e foi liberado. O mesmo acontecerá com João, que será ouvido, terá material genético colhido para comparação e depois será liberado”, detalhou a delegada.

A investigadora informou que a possibilidade de uma vingança também não está descartada. “Vamos aprofundar as investigações, mas trabalhamos com essas três possibilidades”, apontou a delegada, que afirmou que o crime foi muito violento. “Muita raiva e muita violência. Tinha várias facadas no rosto da vítima”, concluiu Fabiana.