Ferrugem, buracos e falta de cuidados tomam conta da orla do Recife

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A orla de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, precisa de cuidados. Bancos de concreto quebrados e com estruturas enferrujadas expostas são exemplos da falta de conservação. Na beira-mar também há buracos no calçadão, que afundou em alguns trechos, e outros problemas que tomam conta de um dos cartões-postais da cidade.

Quem circula pelos oito quilômetros da orla da Zona Sul se depara, a cada metro, com a falta de manutenção. Isso fica mais evidente no trecho de cerca de um quilômetro, que vai das proximidades do Edifício Holliday até o Castelinho.

Outra área com muito desgaste na infraestrutura está nas proximidades do Edifício Acaiaca. Os problemas, no entanto, não ficam restritos ao pavimento e às muretas de concreto. Em alguns quiosques, a ferrugem tomou conta das estruturas e há lonas rasgadas.

Entre os frequentadores e trabalhadores da orla, os relatos de problemas no calçadão e dos riscos enfrentados diariamente são comuns. “Isso aqui é tudo contra o turismo. Esses bancos quebrados e com essas ferragens enferrujadas expostas são um perigo”, atestou Mauro Malta, morador do bairro.

Há perigo também para quem sai de casa para acompanhar deficientes em um passeio matinal. “A gente quase capota agora mesmo. A cadeira de rodas caiu em um buraco e foi por pouco”, afirmou a cuidadora Vânia do Nascimento, que passeava, nesta quarta-feira (23), com a idosa Maria da Conceição.

Atuando há 28 anos como barraqueiro na orla, Reginaldo Barros afirmou que foi obrigado a fazer reparos por conta própria.

“A gente colocou areia e pedra para tapar o buraco aqui, pelo menos quatro vezes. Já que a prefeitura não faz o serviço, é com a gente mesmo. Se não fizer, a gente não passa com a carroça para trabalhar”, declarou.

Barros também demonstra preocupação com a segurança dos frequentadores da barraca dele. “Esses pedaços de ferro aqui podem causa doenças de tão enferrujados que estão”, comentou.

Indignado, Luiz da Silva, vendedor de abacaxi, ressalta outros problemas na praia. “Está tudo uma bagunça. As tampas dos locais em que alguns barraqueiros guardam equipamentos estão enferrujadas e algumas nem existem mais. Fizeram umas obras antes das eleições e depois desapareceram”, disparou.

Trabalhador em um dos quiosques, Marcos Santos diz que se sente abandonado. “Eu tive que colocar uma madeira para reforçar a estrutura do local onde guardo os cocos. Isso sem falar na falta de segurança. Foram quatro arrombamentos nos últimos meses”, comentou.

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