Flexibilização no litoral pode regredir se medidas forem descumpridas, diz secretário

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O fim de semana foi de flexibilização em parte do litoral pernambucano, mas nem todo mundo respeitou as medidas restritivas. Além de entrar no mar, que estava proibido em alguns municípios, outras pessoas foram às ruas sem a máscara, que é equipamento obrigatório. O secretário de Turismo Rodrigo Novaes disse que não descarta o retorno de restrições no caso de descumprimento dessas medidas.

Além da orla do Recife, que foi reaberta, praias de Olinda e Jaboatão dos Guararapes também passaram a receber gente no domingo (21), desde que não entrassem no mar. Em Ipojuca, município em que as praias foram reabertas desde o sábado (20), a população pode fazer exercícios físicos e tomar banho de mar das 4h às 12h.

Segundo o secretário de Turismo, o fim de semana de flexibilização foi satisfatório “com algum pontos negativos”, como a falta de uso de máscaras.

“As coisas estão caminhando bem, mas, se for identificado que não há respeito à fiscalização, a gente regride, porque o cuidado é com a saúde das pessoas. Não está descartada a possibilidade de voltar atrás nas medidas que foram tomadas”, disse.

Na próxima semana, segundo Novaes, a expectativa é que outras medidas sejam tomadas. Ipojuca, por exemplo, pode ter a liberação do banho de mar estendida até o período da tarde.

“É tempo de analisar os pontos fracos e identificarmos a necessidade de manter o cuidado da saúde das pessoas. Não é [hora de] ir para praia beber, confraternizar. É para fazer atividade física, pegar um ar”, explicou.
O secretário informou ainda que a flexibilização é revista semanalmente pelos próprios municípios. “As pessoas vão começando a se habituar. De acordo com o comportamento das pessoas, os municípios vão poder evoluir até a fase final, de abertura do comércio”, disse.

O prefeito do Recife disse que a flexibilização do município é fruto do “sacrifício de quem ficou em casa”, mas também pode ser perdido em caso de descumprimento das regras.

“Higiene, máscara e distância física são, nesse momento, o mais importante a se fazer porque tem mais gente saindo de casa, mais gente podendo trabalhar, indo a parques e praia. Manter esses três pontos ganha mais importância, ou todo mundo terá que voltar para casa de novo”, afirmou.

Geraldo ressaltou ainda que o acompanhamento do município é feito não apenas pela taxa de isolamento social, mas por outros indicadores, como número de casos, óbitos, procura pelo Sistema de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e ocupação de leitos.

“É um conjunto de indicadores que estamos atentos para que em qualquer risco de colapso no sistema de saúde, estejamos atentos para mexer novamente”, disse, acrescentando que não há data para retorno das aulas em escolas.