Homem é detido suspeito de estuprar sobrinho no Recife

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Um homem de 19 anos foi detido, no dia 28 de setembro, sob a suspeita de ter estuprado de cinco anos de idade, no bairro de Jardim São Paulo, Zona Oeste do Recife, em 27 de junho deste ano. O rapaz, que é tio materno da criança e não tem passagem pela polícia, está detido no Centro de Observação e Triagem Prof. Everardo Luna (Cotel) e pode pegar até 15 anos de detenção, com possível agravamento da pena, por se tratar de um crime intrafamiliar.

O caso aconteceu em junho deste ano quando a mãe das crianças saiu de casa com elas, uma filha de dois anos e um filho de 5. Entretanto, começou ao chover e, assim, a mãe parou numa casa próxima e pediu que seu filho mais velho voltasse para buscar um guarda-chuva em casa. Neste momento, o tio, que residia próximo a eles, estava sozinho na residência da criança – local em que ele tinha acesso – e se aproveitou da situação para cometer o crime, informou o delegado Ademir de Oliveira, gestor do Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA).

Desconfiada da demora, a mãe retornou à sua casa e encontrou o homem, com a criança chorando em seus braços, dizendo que o menino havia caído. Após consumar o abuso, o homem fugiu do local, sendo encontrado somente no dia 28 de setembro, numa casa alugada no bairro de Areias, também Zona Oeste do Recife.

Segundo o delegado, a mãe verificou que havia um sangramento na região anal e, após seu filho lhe relatar o ocorrido, foram à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Imbiribeira, onde foi constatado o rompimento do esfincter anal da criança, mas, devido a gravidade dos ferimentos, foi encaminhada para o Imip, na área central do Recife, onde foi realizada cirurgia de reconstrução do esfíncter anal e feito o acompanhamento psicológico da vítima.

Foi relatado ainda que o homem já havia tentado praticar o crime com outra criança que não faz parte da família, mas residia nas proximidades. Entretanto, o estupro não chegou a ser consumado, de acordo com a própria criança, que foi ouvida.

“A violência sexual intrafamiliar corresponde por cerca de 90% dos casos que chegam à nossa delegacia, mas também em todo o Brasil. A figura do pai, tio, irmão, do avô são bastante comuns. Essa violência acontece muito mais dentro da esfera da família do que por um indivíduo estranho. É o perfil do abusador sexual que se utiliza dessa relação de confiança para cometer o ato perverso”, destacou o delegado, alertando para que os pais fiquem atentos a mudanças súbitas no comportamento das crianças, se elas se ficam mais retraídas de forma brusca, bem como observar sinais corporais.

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