Hospital Agamenon Magalhães reduz óbitos maternos em 45%

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O Hospital Agamenon Magalhães (HAM), em Casa Amarela, na Zona Norte do Recife, comemorou, nessa segunda (13), 89 dias sem registro de óbitos maternos – uma redução de 45,45%% no número de mortes no setor de maternidade da unidade. O resultado veio um ano após a implementação do projeto Redução de Mortalidade Materna (RMM), executado em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, e o laboratório internacional Merck Sharp & Dohme (MSD).

Médicos obstetras e enfermeiros da unidade participaram de um treinamento no Centro de Simulação Realística, na capital paulista e aplicaram as técnicas de atendimento em casos de urgência, contribuindo para os resultados.

No período que antecedeu o projeto, de maio de 2016 a maio de 2017, segundo dados do hospital, o Agamenon realizou 3.783 partos e registrou 11 óbitos maternos. Já durante o projeto, um ano depois, o número de nascimentos aumentou em 10%, totalizando 4.167, enquanto a quantidade de mortes caiu para seis no mesmo período – queda de 45,45%. No Brasil, os números de mortalidade materna são de 60 óbitos maternos a cada 100 mil nascidos vivos, segundo dados do Ministério da Saúde de 2015.

De acordo com a diretora do Hospital, Claudia Miranda, as principais causas da mortalidade materna são a hipertensão durante a gravidez, as síndromes hemorrágicas, os quadros de tromboembolismo pulmonar venoso, a sepse (infecção generalizada) e o abortamento. “No Estado, eu chamaria a atenção para a hipertensão. Precisamos ter esse olhar para que, no pré-natal, a mulher já tenha uma abordagem sobre o assunto e que, diante de uma paciente hipertensa que não possa ser tratada no local onde se encontra, que ela possa ser transferida para um serviço de referência”, disse. Essa causa de morte atinge principalmente as mulheres entre 43 dias a um ano após o término da gestação.

O treinamento repassou aos profissionais técnicas para lidar com essas situações mais graves e de caráter emergencial, de forma ágil e efetiva. “A parceria deu suporte técnico para capacitar os profissionais, com protocolos e formas de conduzir complicações rapidamente, no tempo certo. O Agamenon tinha uma taxa de 220 mortes para cada 100 mil nascidos”, comentou Claudia Garcia, diretora executiva da Prática Assistencial, Qualidade, Segurança e Meio Ambiente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, reconheceu o trabalho que vem sendo realizado no setor de maternidade da unidade.

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