Mais da metade da população do Grande Recife usa ônibus para ir ao trabalho e vai a pé estudar

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Cerca de 57% da população do Grande Recife utiliza o ônibus como principal meio de transporte para ir para o trabalho. Este foi um dos resultados obtidos com a realização da Pesquisa Metropolitana Origem Destino de 2018, que ouviu 202 mil moradores da capital e Região Metropolitana.

A entrega do estudo foi realizada nesta quarta-feira (12), na Secretaria das Cidades de Pernambuco, na Zona Oeste do Recife. A pesquisa abrange os 15 municípios da Região Metropolitana e foi realizada ao longo dos anos de 2017 e 2018.

O segundo meio de transporte mais utilizado para quem vai para o trabalho é o carro, que alcança cerca de 20% da população dessas cidades. Cerca de 6% dos trabalhadores vão para o serviço andando e o mesmo percentual utiliza o Metrô do Recife para se locomover.

A pesquisa também analisa as formas de transporte de quem está matriculado em alguma modalidade de ensino no estado. Diferente de quem vai para o trabalho, quem estuda costuma ir, majoritariamente, andando para as instituições de ensino, o que representa cerca de 53% da população do Grande Recife.

O ônibus vem em segundo lugar no trajeto de quem estuda, representando cerca de 20% dos moradores dos 15 municípios. Em terceiro lugar vem o carro, com 15%.

O levantamento mostra, ainda, que da população analisada, cerca de 12% vai em busca de algum tipo de atendimento de saúde diariamente. De acordo com Sideney Schreiner, diretor executivo do Instituto da Cidade Pelópidas Silveira, um dos responsáveis pelo levantamento, o dado sobre a educação evidencia a necessidade de calçadas.

“A calçada vem como um aspecto do próprio acesso à educação e deve ser tratado assim pelos municípios. No caso da saúde, a maioria das pessoas sai de casa e outra parte sai do trabalho, mas a maioria dessas pessoas utiliza o ônibus para chegar ao médico. Isso evidencia a necessidade de uma política pública de acesso à saúde dessas pessoas”, afirma.

Ainda segundo Sideney, dos usuários de ônibus, 55% recebem até um salário mínimo e outros 25% recebem até dois salários. No caso do metrô, a maioria dos passageiros é formada por quem recebe até dois salários mínimos, num índice que chega a 43,75%.

“Considerando que a maioria dos passageiros de ônibus ganha até um salário mínimo, temos que ter, também, políticas tarifárias mais apropriadas para essa população. A importância da pesquisa é para que se faça um planejamento de mobilidade de metrópole, já que não é possível pensar esse trânsito isolado numa cidade”, diz Sideney.

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