Missionárias realizam ceia de natal para moradores de rua e acompanhantes de pacientes hospitalizados em Caruaru

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Há quatro anos um grupo de mulheres se reuniram para saber o que poderiam fazer para ajudar aos mais necessitados. Maria Lucia, Josefa Batista, Alice de Freitas, Raimunda Nonata, Joana D’arc e Nem Batista são missionárias pela Comunidade Católica Restauração, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, e já realizavam um trabalho de evangelização, mas o desejo de fazer algo a mais, como um trabalho social, despertou nelas a iniciativa de realizar uma distribuição de refeição nas ruas e comunidades.

Maria Lucia é professora e membro da comunidade há 12 anos. Ao G1, ela disse que sempre sentiu o desejo de juntar a evangelização com o trabalho social, e foi uma das pessoas que tomou a iniciativa de realizar o “sopão”, como é mais conhecido.

“Eu sempre quis fazer parte de um trabalho social. Não sei cozinhar, mas minhas irmãs de comunidade sabem. Então fiz o convite, conversamos com os responsáveis pela Comunidade Restauração, e todos gostaram da iniciativa”, Maria Lucia.
De início, o grupo começou a fazer um sopão com doações feitas pelas pessoas, na sede da Comunidade Restauração, no bairro Indianópolis, aos sábados. Um dia antes, moradores de uma comunidade carente eram avisados sobre a distribuição da refeição e sobre o local onde poderiam receber a doação. Após um ano, as mulheres sentiram a necessidade de ir até os mais necessitados, e passaram a visitar os moradores de rua e os lugares mais precários de Caruaru.

“Sentíamos que distribuir a sopa já era uma boa ação, mas queríamos também estar presente nestes lugares, conversar com as pessoas, ouvir as histórias delas, então, decidimos ir até elas, e tem sido uma experiência incrível”, disse Lucia.

Durante os quatro anos, as missionárias já fizeram vários tipos de refeição, como cuscuz com charque ou com frango, também serviram café e chá. Neste tempo, voluntários também fizeram parte deste projeto, ajudando a cozinhar, a distribuir as marmitas, a dirigir e a conseguir doações de alimentos.

Alice de Freitas, membro da Comunidade há mais de 13 anos, é uma das cozinheiras do projeto. Para ela é uma ocasião tanto para evangelizar como ajudar os irmãos que mais precisam. “Também sempre quis fazer parte de um projeto assim, para mim é um prazer cozinhar, distribuir e estar junto das pessoas”, expresso.

O grupo também pensou nas pessoas que passam muito tempo nos hospitais como acompanhantes dos pacientes na Unidade de Terapia Intensica (UTI) do Hospital Regional do Agreste (HRA), em Caruaru.

Muitas pessoas moram em outras cidades e, como o horário de visita à UTI é apenas uma vez ao dia, elas passam a maior parte do tempo na frente do hospital, muitas delas fazendo uma refeição por dia. Para Jô Batista, também membro da Comunidade, servir a estas pessoas é se colocar no lugar do outro e contribuir um pouco para que a dor seja aliviada.

“Sabemos que não é fácil para quem é acompanhante de um doente em um hospital, além de ter um parente doente, muitos não têm nem o que comer ali. Então tivemos a iniciativa e ir até estas pessoas, sabemos que um prato de comida não vai resolver toda situação, mas acreditamos que Deus se faz presente naquela atitude”, falou Jô.

No natal, as mulheres pensaram em fazer algo diferente. Há um ano elas decidiram que nesta data tão festiva, as pessoas, que muitas vezes não celebram este momento natalino, uma ceia de natal poderia levar um pouco de alegria.

“Sabemos que a maior celebração do natal é o nascimento de Jesus Cristo, e nós, como cristãs e consagradas a Deus, vivenciamos de forma muito intensa essa festa em nosso coração, pois sabemos da alegria de ter Jesus como nosso Senhor e Salvador. Mas entendemos que para muitas pessoas o natal não é nem lembrado por causas das inúmeras dificuldades enfrentadas por elas. Então resolvemos fazer uma refeição com alimentos da ceia, é algo pequeno, simbólico”, destacou Raimunda Nonata.

Este ano, a doação da ceia natalina aconteceu no Hospital Regional do Agreste e também aos moradores de rua. Ana Maria é da cidade de Sanharó, no Agreste, e está como acompanhante da irmã, que está internado na UTI do RHA.

“Nós ficamos aqui no hospital aguardando notícias dos nossos familiares, longe de todo mundo. E nessa data do natal a gente fica mais emotiva. Então, receber um carinho como este que essas pessoas fazem é muito bom. Deus abençoe o trabalho delas”, falou emocionada.

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