Moradores de morros podem ajudar a fazer ‘mapa de perigo’ após as chuvas, aponta Defesa Civil do Recife

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Um dia após a chuva de 70 milímetros, equivalente ao esperado para 21 dias, o Recife redobra as atenções para as áreas de risco em morros. Nesta terça-feira (29), o secretário- executivo da Defesa Civil, coronel Cássio Sinomar, afirmou que a população tem papel importante para ajudar a evitar acidentes. “Os moradores podem ajudar a fazer o mapa real do perigo”, disse.

Segundo Sinomar, após uma chuva como a de segunda-feira (28), em que árvores caíram e ruas ficaram alagadas na Região Metropolitana, os moradores das áreas de morros devem verificar no entorno das casas se ocorreram problemas.

FOTOS: Veja as imagens da chuva de segunda-feira

Segundo ele, pode ter havido um deslocamento da barreira ou aparecido uma rachadura, mesmo pequena, na moradia. Sinomar alerta que vários sinais podem ajudar a identificar os danos em muros, paredes e até na vegetação do entorno.

“A Defesa Civil precisa muito do apoio da população para salvar vidas. As pessoas precisam ficar sabendo que, depois de uma chuva forte como a de segunda, a vistoria realizada até poucos dias antes pode não valer mais”, afirmou.

De acordo co a a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), a previsão para esta terça-feira (29) é de tempo nublado ou parcialmente nublado. A meteorologia prevê chuva fraca e isolada à noite.

O secretário-executivo da Defesa Civil aponta que em um dia de chuva forte, o órgão chega a receber 200 chamadas dos moradores. Ele declara que não é possível comparecer a todos os locais.

O Recife monitora áreas de morro em 55 dos 94 bairros da cidade. São realizadas 50 mil vistorias anuais na capital pernambucana. O município coloca, a cada 365 dias, lonas de proteção em 15 mil pontos. Desses, 10 mil recebem o material até duas vezes por ano.

“São 3,2 milhões de metros quadrados de lonas instalados em áreas de morro todos os anos. Mas em locais casos isso não é o bastante. Temos que tirar vegetação, fazer limpeza e, em casos extremos, retirar moradores”, comentou.

Cabo
Ações de prevenção e alerta também são realizadas pela Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. Nesta terça-feira (29), uma equipe do órgão acompanhou a situação de uma casa em Ponte dos Carvalhos. A moradia está rachada e o morador teve que deixar imóvel.

A Defesa Civil da cidade alerta para o risco de construções irregulares nas áreas de barreiras, além de ampliações nas residências, os conhecidos “puxadinhos”. “Também é preciso evitar colocar lixo nas áreas de encostas”, afirma a gerente da Defesa Civil do Cabo, Ana Sandra.

Eletricidade
Depois da chuva forte que caiu no Grande Recife, a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) também alertou os moradores para os cuidados para evitar acidentes.

Segundo André Tavares, gestor e operações da empresa, na segunda-feira (28), foram registrados raios e isso provocou oscilações em correntes elétricas. “A chuva também deixa as casas mais úmidas e isso pode afetar os equipamentos”, comentou.

Tavares disse, ainda, que em casos de problemas com energia a população deve evitar fazer qualquer conserto por conta própria. “É preciso chamar um técnico especializado e acionar a companhia”, declarou.

Transtornos
A chuva que caiu no Grande Recife provocou muitos transtornos. Houve deslizamento parcial do muro de contenção da pista da Avenida Norte, na altura do Córrego do Jenipapo. Uma das pistas foi interditada.

Em Jaboatão, o teto de uma casa se soltou e atingiu um homem, que ficou ferido. Em Olinda, várias ruas ficaram alagadas, assim como em Paulista.

No Recife, houve problemas no Aeroporto Internacional Gilberto Freyre, na Zona Sul, e no Hospital-Geral de Areias, na Zona Oeste.

Os moradores também ficaram assustados com raios e trovões. O fenômeno, que não é comum na região, acontece a partir de nuvens altas que se formam em locais com calor e umidade.

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