Mureta na margem do Capibaribe no Centro exibe estrutura danificada

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Uma parte da mureta que liga as pontes Buarque de Macedo e Maurício de Nassau, no Centro do Recife, desmoronou. Comerciantes e pedestres que passam pelo local reclamam da situação e alegam que o risco de queda é grande. A Folha de Pernambuco verificou os problemas presentes no equipamento. Entre eles, estão rachaduras na estrutura das pontes, parede deteriorada e ferragem aparente. De acordo com a comerciante Marília Souza, 45 anos, a atual situação não é nova. “Eu trabalho aqui do outro lado da ponte, passo por ela sempre e já percebi a existência desse buraco tem mais ou menos um mês. Acho que ninguém nunca ligou para a situação dessas pontes. Está quase tudo caindo. É capaz de quem passar desatento por lá cair”, declarou.

Segundo a estudante Juliana Mendes, 25, existe uma carência na manutenção. “Creio que exista uma certa falta de cuidado por parte do órgão responsável por elas. Chega a ser assustador. Afinal, faz parte de um ponto turístico”, comentou. O turista Antônio Lucas, 22, que visita o Recife pela primeira vez, elogiou a beleza, porém fez uma crítica à situação da mureta. “A cidade me parece muito planejada para o turismo, mas acho que para o turista isso deixa a desejar. Como uma cidade que é conhecida como Veneza Brasileira pode ter uma estrutura dessas nas partes que cortam um bairro histórico?”, indagou.

Por meio de nota, a Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) informou que enviou uma equipe técnica até o trecho da mureta à margem do rio Capibaribe – avenida Martins de Barros com rua Siqueira Campos – para realizar uma avaliação dos danos causados ao equipamento e programar a execução dos serviços de recuperação necessários ao guarda-corpo.

A Emlurb informou também que realiza sistematicamente vistorias nas pontes e pontilhões da cidade com o objetivo de identificar e reparar possíveis problemas. O órgão ressaltou que as pontes sofrem constantemente com ações de vandalismo. Por ano, o município chega a gastar R$ 2 milhões para recuperar monumentos, pontes e edificações públicas depredados.

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