No início do feriadão da Semana Santa, metade dos postos salva-vidas está fechada no Recife

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Nesta quinta-feira (18), mesmo não sendo feriado oficial, muita gente tem o feriadão estendido da Semana Santa e aproveita para ir à praia com a família. Apesar do aumento de público nas praias do Recife, quatro dos oito postos de salva-vidas instalados na orla estão fechados. Um deles, com sinais de abandono.

Percorremos a orla do Recife para avaliar a situação dos postos de salva-vidas. O posto de observação número oito fica próximo à Avenida Armindo Moura, em Boa Viagem, e estava vazio. Nele, há uma placa que diz que o horário de atendimento é das 8h às 17h, nos sábados, domingos e feriados.

No posto seguinte, local onde a praia estava cheia, a torre está abandonada, pichada e em condições piores que a anterior. No local, há colchões e comerciantes informaram que uma moradora de rua fica no local, diariamente.

Mesmo não sendo dia de fiscalização na área, tinha gente chegando para passar o dia em Boa Viagem. O consultor de tecnologia da informação Erlanger França caminha na orla todos os dias e diz sentir falta da presença dos bombeiros.

“Passo todos os dias aqui, entre as 7h e as 8h30 e, dificilmente, encontro alguém nos seus postos de trabalho, com exceção dos sábados e domingos, quando se encontra o pessoal com mais frequência. Todos os dias tem banhistas aqui, mas nos dias de semana, é difícil ver salva-vidas. Eu acho uma falta de respeito com a população”, afirma.

O professor Ramon Cavalcanti foi à praia com a família nesta quinta-feira. Ele afirma que, constantemente, pessoas precisam ser resgatadas na área e que a presença diária dos bombeiros é necessária. “Essas torres são de fundamental importância para atender ao público aqui na praia, especialmente nesses quebra-mares, onde mais ocorrem situações de afogamento”, declara.

Perto da Avenida Antônio Falcão, ainda em Boa Viagem, fica o posto número seis. A placa diz que o trabalho é diário e, no local, havia um bombeiro fiscalizando a praia. No posto cinco, mais dois guarda-vidas foram vistos, na altura do Terceiro Jardim. No Segundo Jardim, no entanto, mais dois postos, os de números quatro e três, estavam sem funcionar, numa área onde há grande fluxo de banhistas.

Para o corretor de imóveis Geraldo Amorim, a entrada de banhistas no mar de Boa Viagem deveria ser proibida, por causa do risco de ataques de tubarão no local.

“A cidade do Recife está abandonada, não é só o posto de bombeiros. Essa é só mais uma situação que mostra a falta de interesse do poder público na segurança da população. Tem avisos que dizem ser aconselhado não entrar no mar, mas a entrada devia ser proibida. A orla de Boa Viagem é uma das mais bonitas do Norte e Nordeste, mas é pouco explorada para o pernambucano e para o turista”, diz.

No Pina, quatro bombeiros fiscalizam a área, trabalhando no posto número dois. Em Brasília Teimosa, no posto número um, a placa diz que o funcionamento é aos sábados, domingos e feriados e, mesmo assim, havia dois bombeiros cuidando da área.

Resposta
Por meio de nota, o Corpo de Bombeiros informou que o grupamento de salvamento aquático utiliza os postos de observação e, em alguns pontos, “prioriza colocar os guarda-vidas mais próximos dos banhistas, na areia”, para acompanhá-los e orientá-los mais de perto, no período de maior concentração de pessoas na praia.

Os bombeiros afirmaram, ainda, que “os postos de observação estão em programação de manutenção pelo tempo de uso e são monitorados pelo Grupamento Marítimo, que faz rondas periódicas em todos eles”.

A corporação também disse que coloca guarda-vidas todos os dias para acompanhar os banhistas na orla, entre as 8h e as 17h, sempre em duplas ou em grupos de quatro bombeiros, equipados com material de salvamento aquático e primeiros socorros. No feriadão da Semana Santa, o serviço foi intensificado por causa da maior quantidade de banhistas, segundo os bombeiros.

Por fim, o Corpo de Bombeiros afirmou que “o serviço dos guarda-vidas é apoiado por cobertura na água, com embarcações de salvamento aquático; por helicóptero da Secretaria de Defesa Social; por motos de resgate; ambulâncias da corporação e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), para atender a população diariamente”.

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