‘Nunca senti algo assim’, diz delegado ao devolver bebê levado do Imip aos braços da mãe

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Depois de sete horas de investigações, o encontro mãe com o recém-nascido levado do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), no Recife, emocionou não só a família da criança, mas também os policiais envolvidos na busca. “Não sou pai, mas nunca senti algo assim”, diz o delegado Cláudio Neto, que esteve à frente das investigações.

O bebê foi levado no sábado (20). Trabalhando oficialmente no segmento de homicídios, Cláudio estava de plantão no domingo (21), quando recebeu a notícia do caso, e registrou oficialmente as primeiras informações. O normal seria repassar o caso para outro delegado, mas ele pediu autorização para prosseguir com as investigações.

“Aquele caso mexeu muito comigo e decidi continuar as investigações. Começamos por volta das 16h30 e terminamos às 23h30, quando levamos a criança para a mãe na Central de Plantões da Capital”, afirma. Segundo o delegado, o momento em que a mãe reencontrou o filho foi marcante para toda a equipe. (Veja vídeo acima)

“Não conseguimos filmar, porque a emoção tomou conta. Quando tivemos aquele primeiro encontro com a mãe, todos nós choramos. Foi muito especial”, conta.
Nascido no dia 7 de abril, Gabriel foi localizado no Beco da Bala, uma comunidade no bairro de Afogados, na Zona Oeste do Recife. A mulher que levou a criança se passou por paciente do Imip e aproveitou o momento de uma confusão para levar o menino do local na noite do sábado (20), provocando desespero na mãe do bebê.

“No momento em que o pai estava discutindo com seguranças, ela foi à enfermaria e alegou que era avó da criança e que ia levar o menino para ser amamentado”, conta o delegado.

Segundo Cláudio, a mulher alegou que havia perdido um bebê recentemente. Ao marido, a mulher alegou ter dado à luz para justificar a presença da criança. “Ainda não achamos nenhum registro que comprovasse isso, mas o caso vai ser investigado”, alega.

A mulher foi presa no domingo (21) por infringir o artigo 237 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que diz respeito à subtração de crianças com fins de colocação em lar substituto, crime em que a pena varia entre dois e seis anos de reclusão. Ela deve passar por audiência de custódia nesta segunda (22).

Por meio de nota, o Imip informou que a criança passa bem e tem quadro de saúde estável. Além disso, o hospital alegou que vem tomando “uma série de medidas de proteção”, como instalação de câmeras, aumento no número de porteiros e da iluminação interna, exigência de crachás para os funcionários e pulseiras de identificação para pacientes e acompanhantes.

Segundo o Imip, cerca de 20 mil pessoas circulam diariamente na unidade de saúde. Uma sindicância foi aberta para investigar o caso.

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