Operação Teia: Alvos em PE usavam redes socais para vender e mostrar maus tratos contra animais

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Um morador do bairro da Mustardinha que vendia saguis por R$ 100. Um youtuber sertanejo conhecido como o Rei das Serpentes. E um homem que usava o Facebook para convidar os amigos para beber cachaça comendo carne de macaco. Esses são os três moradores de Pernambuco que estão entre os 86 alvos da Operação Teia, deflagrada nacionalmente contra maus tratos de animais e vendas na internet. As ações eram divulgadas pelo Facebook dos acusados. Cobras, saguis e um macaco prego eram maltratados e comercializados.

A operação ocorreu nesta terça (5), data em que se celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente, e foi executada pela Polícia Militar de Pernambuco e uma equipe do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A Inteligência do Ibama constatou os crimes de vendas de animais silvestres, filmagem de caça e manutenção de cativeiro.

Rei da Serpente
Na cidade de Serra Talhada, no Sertão, foi pego em flagrante o youtuber conhecido como Rei da Serpente, aparece em vídeos manipulando cobras e aranhas. Segundo Fernandes, três autos de infração foram lavrados contra ele: por manter em cativeiro animais sem autorização, por utilizar animais para produção de vídeos autopromocionais e por dificultar a ação do Ibama, já que ele impediu a ação dos fiscais. A multa para ele será de R$ 500 para cada animal mantido em cativeiro. Cinco agentes do Ibama foram encaminhados ao local para conduzir o suspeito à delegacia do município.

Em Surubim, no Agreste pernambucano, o acusado postou um vídeo em sua rede social convidado os amigos para comer a carne do macaco bebendo cachaça. Já no bairro da Mustardinha, Zona Oeste do Recife, o homem vendia dois saguis, cada um por R$ 100. As penas para os crimes ambientais variam de seis meses a um ano de detenção e multa. Como não houve o flagrante no caso do Recife e de Surubim, os acusados serão penalizados com uma multa de R$ 20 mil reais.

Amaro Fernandes alerta para a política de privacidade da rede social, que segundo ele não está cumprindo a função de coibir a comercialização dos animais. “A política do Facebook não está coibindo a venda de animais na internet. É importante que não só as pessoas colaborem denunciando, como as mídias sociais cumpram seu papel de proibir a prática”, afirma.