Outra mulher é agredida com líquido corrosivo em menos de 15 dias, no Recife

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Outra mulher foi vítima de agressão com um líquido corrosivo no Recife, em menos de 15 dias. A gestora de recursos humanos Sandra Maria do Nascimento, de 28 anos, sofreu queimaduras no pescoço, nas costas e no tórax, no início da tarde desta quarta-feira (17), no bairro do Vasco da Gama, Zona Norte da cidade. Ela está internada no Hospital da Restauração (HR), na área central.

No dia 4 de julho, Mayara Estefanny de Araújo, de 19 anos, foi atingida por ácido sulfúrico pelo ex-marido e por outro homem. Os dois foram presos e indiciados por tentativa de feminicídio.

De acordo com o delegado Diego Acioli, o caso de Sandra Maria ocorreu por volta das 12h30 desta quarta, na Rua Vasco da Gama, na Subida do Inhanga. Segundo o policial, a vítima contou ter sido agredida por dois desconhecidos, que estavam encapuzados e em uma moto. A pessoa que estava na garupa foi quem atirou o líquido na mulher.

O delegado afirmou que ainda não é possível saber qual substância foi jogada em Sandra. Assim como no caso de Mayara, será necessário fazer uma perícia. Logo após o crime do dia 4 de julho, foi informado que a jovem de 19 anos tinha sido agredida com soda cáustica, mas depois, foi confirmado que se tratava de ácido sulfúrico.

No caso de Sandra, o delegado disse que conseguiu falar com a vítima. Segundo ele, Sandra estava separada do marido há dois anos e o homem não aceitava a separação. “Recentemente, ela deu entrada com o pedido de divórcio”, disse.

Ainda segundo o delegado, a mulher está enfaixada e teve condições de contar como foi o crime. A polícia vai analisar câmeras de segurança no local para tentar identificar os responsáveis pela agressão.

“Ela não soube dizer quem poderia ter praticado essa agressão. A vítima disse que os homens não disseram nada na hora de jogar a substância. Por isso, não poderemos vincular o caso ao ex-marido, já que ela não reconheceu os homens, por causa dos capuzes”, afirmou Acioli.

A agressão aconteceu quando Sandra voltava para casa, em uma área localizada perto de uma escadaria. “Ela disse que não tinha ninguém no local no momento do crime. Também conversamos com a família dela para tentar entender o que pode ter acontecido”, declarou.

A mulher informou à polícia ter sido vítima de um assalto, no mesmo local, duas semanas antes da agressão. “Levaram o celular dela. Ela disse que achou o telefone no jardim da casa dela, com um bilhete com uma ameaça de morte”, disse.

Para Acioli, a princípio, o caso é tratado como tentativa de homicídio. “Precisamos investigar para entender o que aconteceu e se será possível estabelecer que foi outro caso de tentativa de feminicídio, crime que ocorre por causa da condição de gênero”, comentou o policial.

Por meio de nota, a Polícia Civil informou que o caso será investigado pela na 5ª DPH/DHPP sob o comando do delegado Roberto Lobo.

Na quinta (18), a Secretaria Estadual de Saúde informou que a paciente apresenta lesões nos braços, pescoço, dorso e nos ombros. Sandra está sob cuidados médicos na unidade de queimados do Hospital da Restauração e que seu quadro clínico é considerado estável.

Caso Mayara Estefanny

No dia 4 de julho, a jovem Mayara Estefanny Araújo, de 19 anos, foi atacada com ácido sulfúrico, na Zona Norte do Recife. O ex-companheiro dela, William César dos Santos Júnior, de 27 anos, e o amigo dele, Paulo Henrique Vieira dos Santos, de 23 anos, foram indiciados por tentativa de feminicídio.

Segundo a polícia, em 19 dias, Mayara chegou a prestar três queixas contra o ex-companheiro. Ele se apresentou à polícia e foi preso. O outro suspeito do crime havia sido preso no dia seguinte ao crime. Ambos foram presos e levados ao Centro de Observação e Triagem Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife.

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