Pernambuco tem 74 cidades com risco de surto de dengue, zika e chikungunya

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Dos 184 municípios pernambucanos, 74 estão em risco de apresentar surto de dengue, zika e chikungunya, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Os dados são do 2º Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) e constam no boletim de arboviroses, divulgado pela Secretaria de Saúde do estado esta terça-feira (30).

No último levantamento do estado, divulgado o começo do ano, eram 59 em risco, ou seja, um aumento de 25,42%. Os dados do primeiro LIRAa também constam no relatório divulgado nesta terça pelo Ministério das Saúde, que apontam que quase mil cidades têm risco de surto no país.

O objetivo do LIRAa é indicar o risco de transmissão das arboviroses em uma população. Outras 84 cidades estão em alerta para a doença no estado, enquanto 25 têm situação considerada satisfatória. Apenas um município não informou dados sobre infestação.

Rodrigo Said, coordenador geral dos Programas Nacionais de Controle e Prevenção da Malária e das Doenças Transmitidas pelo Aedes, aponta que é preciso combater os focos de mosquito. “Desde o final do ano passado, as condições ambientais foram propícias, regime de chuvas mais prolongados”, apontou.

Arboviroses
O boletim de arboviroses aponta para um aumento nas notificações de dengue, zika e chikungunya em Pernambuco até o dia 20 de abril, considerada a 16ª semana.

Casos suspeitos de arboviroses até 20 de abril

Doença 2018 2019 Aumento (%)
Dengue 7.882 8.856 12,4
Chikungunya 1.138 1.415 24,3
Zika 284 679 139,1
Fonte: Secretaria de Saúde de Perambuco
O estado já confirmou, neste ano, 1.563 casos de dengue, outros 50 de chikungunya e 17 de zika. Foram notificadas 21 mortes por arboviroses, mas não houve nenhuma confirmação até o momento.

Dados federais
O governo federal trabalha com casos prováveis, que são os suspeitos menos os que já foram descartados. De acordo com o Ministério da Saúde, de janeiro até o dia 15 de abril, foram registrados, no estado, 6.334 casos de dengue. Isso representa um aumento de 79,1% em relação ao mesmo período de 2018, quando houve 3.537 ocorrências da doença.

Com relação aos casos de chikungunya, houve aumento de 194,7% no número de casos, subindo de 300 para 884 ocorrências entre os dois períodos nos dois anos. Os casos de zika tiveram o aumento mais expressivo, subindo de 12 para 119, com uma variação de 891,7%.

Apesar do aumento, o coordenador geral dos Programas Nacionais de Controle e Prevenção da Malária e das Doenças Transmitidas pelo Aedes, Rodrigo Said, afirma que a situação é considerada satisfatória em Pernambuco.

“O estado ainda não apresenta uma incidência significativa, mas alguns municípios na região do Sertão apresentam mais casos [de arboviroses]. Quanto ao zika, a gente sempre permaneceu com circulação do vírus. Por enquanto, apesar do aumento, a gente classifica a situação como satisfatória em relação ao tamanho da população”, diz.

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