PM suspeito de homicídio nos Torrões é liberado após audiência de custódia

88

O policial militar suspeito de matar um homem de 47 anos e de ferir outro no bairro dos Torrões, na Zona Oeste do Recife, nesse domingo (21), foi liberado após audiência de custódia nesta segunda (22). De acordo com decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Renato Silva de Carvalho, de 35 anos, agiu em legítima defesa e não é considerado “pessoa perigosa que comprometerá o andamento do processo”.

Ainda segundo o TJPE, o suspeito não esboçou reação de fuga e tomou iniciativa de acionar a polícia por meio do 190. O PM deverá comparecer, a cada dois meses, à justiça para justificar suas atividades e está proibido de frequentar bares nas proximidades do homicídio, de se ausentar da cidade onde mora e de manter contato com a vítima sobrevivente.

Segundo testemunhas, o crime aconteceu após uma briga entre a esposa do policial e a filha do homem que foi assassinado, que trabalhava em uma oficina mecânica. Elas teriam participado de uma excursão para um piquenique em Gaibu, no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, e acabaram se desentendendo. Na volta da viagem, o policial e o pai da menina também entraram na discussão. De acordo com o delegado Jorge Ferreira, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que esteve no local do crime, o policial fez disparos no “momento mais acalorado”.

Defesa
Em contato com o Portal FolhaPE, a defesa do policial alegou que ele disparou após “ter sido fortemente agredido, agindo em legítima defesa para salvaguardar sua vida e de seus familiares contra injusta agressão de um grupo de aproximadamente 20 indivíduos que o espancavam”.

Ainda segundo a defesa, na noite anterior ao crime, o policial teria sido ameaçado pela vítima em uma abordagem de rotina e, no dia do piquenique, sua esposa teria sido agredida pelo mecânico. “O policial militar, ao tentar acalmar, foi agredido com um murro na boca, em seguida, um grupo de aproximadamente 20 pessoas que estavam com esse indivíduo incluindo a vítima que veio a óbito”, diz a nota. A defesa alega que Renato disparou em legítima defesa, “mirando uma região não letal”.

Deixe seu Comentário!

Assine agora mesmo nosso grupo no WhatsApp e seja o primeiro e saber de tudo!

ASSINAR GRUPO VIP GRÁTIS
Anuncie