Polícia conclui que assassinato de Marcela Gomes Leite foi latrocínio

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O assassinato de Marcela Gomes Leite, de 32 anos, que foi morta brutalmente com 30 golpes de faca dentro da própria casa, em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, na madrugada do dia 25 de dezembro, foi latrocínio, segundo a Polícia Civil de Pernambuco. O inquérito, que deve ser concluído até o final desta semana, aponta que o vizinho Denilson Andrade da Silva, de 28 anos, invadiu a casa da vítima para roubar dinheiro e um celular.

Os detalhes do caso foram apresentados durante coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (9), na sede operacional da Polícia Civil, no bairro da Boa Vista, área central do Recife. Inicialmente, surgiram três linhas de investigação do crime: o ex-namorado de Marcela; um amigo da família que estaria dando em cima dela na noite anterior ao crime; ou vingança (já que um primo da vítima teria cometido um homicídio).

No entanto, as três possibilidades foram descartadas quando foi feito o confronto da análise genética dos suspeitos com o material encontrado nas unhas de Marcela. As investigações, então, chegaram a uma quarta pessoa: o vizinho Denilson Andrade da Silva, de 28 anos, que tem passagem pela polícia por roubo. Testemunhas informaram que o homem passou a sondar a vida de Marcela após descobrir que ela guardava R$ 1 mil em casa.

Ele havia sido preso em dezembro de 2008 e teria fugido da unidade prisional em agosto de 2011. Denilson tinha sido recapturado, mas desde novembro de 2017 estava em liberdade condicional. Segundo a delegada Fabiana Leandro, da Divisão de Homicídios Norte, ele foi preso, preventivamente, no dia 29 de dezembro, pela morte brutal de Marcela. O criminoso foi encaminhado ao Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife.

A polícia contou que, no dia do crime, Denilson invadiu a casa de Marcela pela janela da cozinha. Ele roubou o celular da vítima e procurava a quantia em dinheiro que a mulher guardava dentro de casa. Por conta disso, ele revirou toda a casa da vítima, que estava dormindo e acabou despertando e reagindo à investida. “O suspeito diz que ela veio para cima dele com uma faca. Ele tomou o objeto e a matou com 30 golpes de faca – a maioria na face”, disse Fabiana.

O homem informou que, no momento do assassinato, estaria sob efeito de álcool e pó virado (mistura de crack com ácido bórico) “Ele disse que quando se tocou da gravidade do que fez, arrastou a vítima para o banheiro e tentou reanimá-la, sem sucesso”, prosseguiu a delegada. Denilson fugiu para Itaquitinga, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, onde foi localizado pelos agentes policiais e confessou o crime.

Segundo o perito Diego Costa, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), não foi detectado nenhum indício de crime sexual, apesar da vítima ter sido encontrada nua. “Os exames descartaram o crime sexual e a investigação conseguiu a informação de que ela dormia sem roupa e estava assim antes do crime”, explicou.

Briga intensa 
A casa de Marcela tinha inúmeros indícios de briga violenta. Por si só, o excesso de sangue denunciava. “Havia pegadas (do Denilson, com sangue de Marcela) por todo canto. Nas unhas da vítima, havia o DNA dele. Na capa de celular, encontrada no terreno da casa dele, tinha vestígios de sangue dela e material genético dele”, explicou o perito Diego Costa.

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