Polícia desarticula quadrilha chefiada por presidiários suspeita de dar golpes em mercadinhos

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A Polícia Civil desarticulou uma quadrilha suspeita de aplicar golpes em mercadinhos no Grande Recife. Comandados de dentro de uma unidade carcerária por presidiários, os criminosos usavam dados cadastrais dos estabelecimentos para comprar produtos a prazo em outros estados, segundo a corporação.

Eles se passavam pelos proprietários das lojas, retiravam as mercadorias em distribuidoras e revendiam, de acordo com a polícia. Na entrevista coletiva realizada no Recife, nesta segunda (18), o delegado Alessandro Orico, titular do distrito do Ibura, na Zona Sul, informou que ao menos três mercadinhos foram alvo dos estelionatários, que atuaram durante sete meses.

O prejuízo, segundo ele, chega a R$ 100 mil. O delegado explicou também que a quadrilha costumava fazer compras em São Paulo, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

“Essas mercadorias eram encaminhadas por transportadora e eles faziam acompanhamento da carga, pela internet, em tempo real. Quando o material chegava ao Grande Recife, eles se apresentavam como donos dos estabelecimentos para fazer a retirada”, disse o delegado.

Na quarta-feira (13), a polícia prendeu Edilza Maria dos Santos, de 35 anos; Adriana Teixeira dos Santos, de 37 anos; Cláudia Roberta Bezerra de Lima, de 40 anos; além de Denilson Cândido da Silva, de 32 anos. Todos passaram por audiência de custódia e foram liberados.

Ainda segundo a polícia, os líderes da quadrilha já se encontram em unidades prisionais. George Henrique da Silva foi preso por falsidade ideológica, estelionato e tráfico de drogas. Hugo dos Santos Freitas, natural do Ceará, está na cadeia por causa de estelionato.

Alessandro Orico disse, ainda, que a quadrilha tinha interesse por produtos naturais, como castanhas de caju e do Pará, além de chá e pasta de amendoim. A polícia realiza o levantamento das empresas que estavam comprando esses produtos sem notas fiscais.

“Há também crimes de relação de consumo e contra a economia. Essas empresas estavam reembalando as mercadorias e não pagavam impostos”, afirmou o delegado.

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