Polícia divulga retrato falado de suspeitos de estupro no Sítio Trindade

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A Polícia Civil de Pernambuco divulgou, nesta terça-feira (25), o retrato falado de dois suspeitos de estuprar duas estudantes menores de idade no Sítio Trindade, em Casa Amarela, na Zona Norte do Recife, na última quinta (20). O caso foi registrado no Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA) na última sexta (21). De acordo com as vítimas, os dois suspeitos estariam acompanhados de mais quatro homens.

Segundo a delegada Thaís Galba, titular da Delegacia de Crime contra Criança e Adolescente, as adolescentes foram ouvidas mais uma vez nessa segunda (24) e lembraram da possibilidade de identificar os agressores. “Elas não lembraram do grupo todo que abordou porque foram muitas pessoas, mas conseguiram identificar dois dos suspeitos, que foram, de fato, os que tocaram sexualmente nelas e praticado o abuso sexual”, disse.

A polícia está divulgando as imagens e pede ajuda da população para localizar os suspeitos. Quem tiver informações pode ligar para o telefone (81) 3184.3579.

Crime
As duas estudantes de 15 e 16 anos tinham saído, na última quinta (20), por volta das 16h40 do colégio onde estudam e seguiram em direção ao Sítio Trindade. Elas contaram que passaram, no caminho para o local, pelos rapares, que as assediaram verbalmente. “Quando a gente chegou, foi para a parte de trás do Sítio. Depois de um tempo, os seis homens que tinham se insinuado pra gente no caminho se aproximaram de onde eu e minha amiga estávamos. Foi aí que decidimos sair de lá, mas eles mostraram a faca e forçaram a gente a fingir que eles eram nossos amigos”, relatou uma das vítimas.

Ainda segundo a estudante, eles passaram por alguns guardas municipais, que não perceberam a ação. “Apenas dois foram para um lugar mais deserto do Sítio. Lá, eles praticaram o ato e depois saíram dizendo que iam chamar os outros garotos para acabar o serviço. Foi neste momento que eu e minha amiga fugimos”, contou. A adolescente que registrou o caso foi encaminhada ao Instituto de Medicina Legal (IML), no bairro de Santo Amaro, onde realizou exame de corpo de delito.

Na sexta (21), uma manifestação reuniu amigos das estudantes violentadas. O protesto teve início em frente ao colégio onde as vítimas estudam, na Estrada do Arraial, e seguiu para a Avenida Norte. Os manifestantes pediam maior reforço policial na região.

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