Polícia prende suspeita que se passava por funcionária de banco para aplicar golpes em idosos no Recife

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Uma mulher suspeita de praticar golpes contra idosos no Grande Recife foi presa. A Polícia Civil apontou, nesta terça-feira (4), que Angeline Nascimento Souza, de 55 anos, se passava por funcionária de banco para ter acesso aos cartões e senhas das vítimas. Ela também é suspeita de usar soníferos para drogar pessoas, golpe conhecido como ‘boa noite, Cinderela’.

“Quando a pessoa saía do banco, ela interceptava a vítima no caminho, puxava uma conversa e a partir daí oferecia um refrigerante, um suco, uma água”, apontou o delegado Rômulo Aires, responsável pelas investigações.

Angeline foi denunciada em julho deste ano, após roubar o cartão de uma idosa dentro do apartamento dela, no bairro do Espinheiro. Na época, imagens dela foram gravadas por câmeras de segurança do condomínio e divulgadas pela Polícia Civil, o que ajudou a encontrar outras vítimas da mulher.

Segundo o delegado, após a divulgação das imagens da golpista, outras vítimas foram à delegacia prestar queixas contra ela por diferentes tipos de golpe.

“Com a exposição dela, apareceram várias vítimas para reconhecê-las nesse golpe do cartão do banco. Mas apareceram vítimas, também idosas, que vão comumente fazer saques no banco, e que ela fazia o golpe do ‘boa noite, Cinderela’”, afirma.

Após drogar as vítimas, ela entrava em um ônibus com a pessoa e roubava todos os pertences, além dos cartões. Segundo o delegado, algumas das vítimas chegaram a dormir mais de 24 horas após serem drogadas. Outras ficaram horas rodando dentro de ônibus no Grande Recife.

Cúmplice
Segundo o delegado Rômulo Aires, a idosa, que denunciou o caso inicialmente, recebeu uma ligação de um homem, cúmplice de Angelina. Ele afirmou ser gerente do Banco do Brasil e informou que uma funcionária iria até a casa dela para levar um cartão novo e recolher o antigo, junto com a senha.

Logo em seguida, uma compra de dois aparelhos celulares foram realizadas com o cartão da vítima, em um shopping do Recife. A compra foi identificada pelo filho da idosa, que acompanha os registros financeiros da mãe.

O delegado afirm, ainda, que a polícia tem certeza da participação de um cúmplice do sexo masculino, mas não descarta a participação de outras pessoas. Celulares apreendidos com a suspeita passam por perícia e podem ajudar a identificar um ou mais cúmplices.

Ela foi encaminhada para a Colônia Penal Feminina, no Recife.

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