Por falta de troco, passageira comete injúria racial contra cobrador de ônibus

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Um cobrador de ônibus foi vítima de injúria racial proferida por uma passageira na noite da terça-feira (14) em um coletivo que operava a linha TI Xambá/Rio Doce, em Olinda, na Região Metropolitana do Recife. A mulher pagou a passagem de R$ 3,20 com uma nota de R$ 100 e, como o profissional não tinha troco, autorizou ela a rodar a catraca prometendo devolver o restante do dinheiro no fim da viagem. No momento do desembarque, o cobrador ainda não possuía dinheiro suficiente para entregar à mulher, que teria iniciado uma discussão e o chamado de ‘macaco’.

Durante a confusão, uma janela do coletivo foi quebrada, mas a autoria não foi comprovada. A passageira estava acompanhada de uma amiga, que não foi localizada. Segundo a Polícia Civil de Pernambuco, o caso aconteceu na altura da avenida Fragoso, no bairro de Jardim Fragoso, por volta das 18h.

O motorista do coletivo levou o veículo até a Delegacia do Varadouro, também em Olinda, para registrar o caso. No local, a vítima entrou em entendimento com a autora da injúria e afirmou não querer entrar com uma representação criminal contra a passageira. Os dois foram liberados da delegacia após o registro do boletim de ocorrência.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Recife e Região Metropolitana do Recife (Sttrepe), Benílson Custódio, os cobradores são orientados a não aceitarem notas maiores que R$ 20 no pagamento das passagens.

“O cobrador é orientado a deixar a pessoa esperando antes da catraca e sem pagar. Se for o caso, mostra o dinheiro à câmera e a pessoa desce do ônibus. Depois que a pessoa passa, precisa dar o troco”, explicou. O trabalhador deverá levar o Boletim de Ocorrência à rodoviária Caxangá para registrar o caso.

Injúria
De acordo com o JusBrasil, injúrias são agressões verbais destinadas a uma pessoa com o intuito de abalar seu psicológico fazendo uso de elementos referentes à cor, raça, etnia, religião, origem ou condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. O parágrafo 3º do artigo 140 do Código Penal prevê prisão de 1 a 3 anos e multa para casos de injúria racial.

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