Preso no Recife acusado de participar de massacre de detentos em presídio do RN

45

Foragido da Justiça e acusado de participar do massacre que matou 27 detentos do presídio de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, em 2017, Relmayck do Nascimento Ferreira, de 28 anos, foi preso no bairro do Jordão, Zona Sul do Recife, pela Polícia Civil de Pernambuco. Segundo a corporação, que divulgou o caso nessa quinta-feira (2) a prisão ocorreu em 27 de dezembro.

De acordo com informações da polícia, denúncias levaram ao local onde Relmayck, que seria integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), estava escondido. No momento da prisão, o foragido apresentou documentos falsos aos policiais. Contato com o Sistema Prisional do Rio Grande do Norte verificou que havia três mandados de prisão pendentes contra Relmayck.

Além de Relmayck, os policiais prenderam outros dois homens que também portavam identidades falsificadas. Segundo a polícia, os dois foram identificados como Robson Wallace Gomes, de 25 anos. Ele se apresentou com um documento confeccionado em São Paulo e tinha um mandado de prisão em aberto por um homicídio cometido no Rio Grande do Norte. O segundo preso foi um homem que forneceu o documento no nome de um irmão, um adolescente de 16 anos. Contra ele, também havia um mandado de busca expedido no Rio Grande do Norte em aberto.

Relmayck e Robson foram autuados em flagrante e conduzidos à audiência de custódia. O Portal FolhaPE entrou em contato com o Tribunal de Justiça de Pernambuco para checar o resultado da audiência e aguarda o retorno. O terceiro detido foi conduzido a uma unidade da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase). Os três devem ser transferidos para o Rio Grande do Norte.

Massacre de Alcaçuz
Classificado como o episódio mais brutal e sangrento da história do sistema prisional do Rio Grande do Norte, o Massacre de Alcaçuz resultou na morte de 27 presos, dos quais 24 foram esquartejados e três, carbonizados. A penitenciária fica na cidade de Alcaçuz, localizada a 25 quilômetros da capital do estado, Natal.

A chacina ocorreu em 14 de janeiro de 2017 durante um conflito entre detentos de dois pavilhões da unidade prisional, a maior do estado e que comportava, na época, 1.200 presos, quase o dobro de sua capacidade. Os grupos envolvidos no episódio eram rivais – um de presos integrantes do PCC e outro de uma facção local conhecida como Sindicato do Crime do Rio Grande do Norte. O enfrentamento entre os presos durou 13 dias.

As investigações do massacre resultaram no indiciamento de 74 presos pelos crimes de homicídio consumado, associação criminosa, motim e dano ao patrimônio público. O resultado do inquérito foi apresentado em 29 de novembro. O documento soma 14 volumes e 2.610 páginas, segundo o jornal local Tribuna do Norte.

Deixe seu Comentário!

Assine agora mesmo nosso grupo no WhatsApp e seja o primeiro e saber de tudo!

ASSINAR GRUPO VIP GRÁTIS
Anuncie