Privatização do Aeroporto do Recife levanta debate sobre qualidade dos serviços

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Com a possibilidade de privatização do Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre, alguns dos passageiros que utilizam o terminal aeroviário temem a perda de qualidade do serviço oferecido. Para o economista Jorge Jatobá, no entanto, o gerenciamento de uma empresa privada não compromete a estrutura e movimentação financeira do local.

Localizado na Imbiribeira, na Zona Sul do Recife, o aeroporto registra diariamente 215 pousos e decolagens e é um dos doze terminais que vão a leilão na sexta (15), com pregão marcado para as 10h, na Bolsa de Valores de São Paulo. A empresa vencedora do pregão no Bloco Nordeste vai administrar, por 30 anos, os aeroportos das seguintes cidades:

Recife
Aracaju
Maceió
João Pessoa
Campina Grande
Juazeiro do Norte
Na capital pernambucana, a empresa vencedora do pregão vai manter os serviços no aeroporto com R$ 838 milhões. Em Maceió, o investimento é de R$ 2,1 milhões. Para João Pessoa, o montante é de R$ 1,3 milhão. Em Aracaju, o total a ser investido é de R$ 1,1 milhão. Em Juazeiro do Norte e em Campina Grande, os investimentos são de R$ 559 ml e R$ 160 mil, respectivamente.

Diante do menor montante de investimentos no Recife, alguns dos passageiros que utilizam o terminal aeroportuário questionam se a diminuição da verba pode comprometer a qualidade da estrutura do aeroporto.

Diretora comercial de uma empresa, Maria José Guimarães viaja de avião pelo Brasil pelo menos seis vezes por mês. “Com a privatização, o que pode ocorrer é essa qualidade acabar e o aeroporto não ter a infraestrutura que tem”, afirma.

“Eu acho muito pouca essa verba que eles estão querendo para privatizar. Teria que ser mais”, comenta o cabeleireiro Luis Carlos, de Goiás.

Para discutir alterações do valor do investimento do Aeroporto do Recife, o deputado federal Felipe Carreras (PSB) se reúne com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, na tarde desta quarta (13).

“Serão 30 anos e a gente teme bastante, por isso que a população precisa ficar de olho. Podemos perder competitividade, voos, passageiros, turistas”, afirma o deputado.

Economista aprova privatização
Para o economista Jorge Jatobá, não há motivos para impedir a privatização do Aeroporto do Recife. “Não vai ser o primeiro aeroporto a ser privatizado. No Nordeste, Salvador e Fortaleza já funcionam dessa forma, além de outros pelo país. Não há nenhuma razão para piorar a qualidade”, afirma.

Para Jatobá, o gerenciamento de uma empresa privada é necessário. “O estado não tem que cuidar de aeroporto. Tem que cuidar de saúde, educação, segurança pública. Houve um momento na história em que [a administração de aeroportos pelo poder público] foi necessária, hoje não é mais”, pontua.

A respeito do investimento a ser empregado na capital pernambucana, o economista acredita que o valor apresentado é um piso. “Pode ser superior. E os outros aeroportos, que vão receber um investimento maior, não têm a estrutura que o nosso tem”, diz.

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