Protesto de profissionais da Saúde para a Agamenon Magalhães

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Um protesto no Derby interrompeu, por cerca de três horas, o trânsito da região central do Recife e seu entorno nesta sexta-feira (7). Iniciada por volta das 11h, a manifestação, que terminou quase às 15h, causou engarrafamentos em vários locais da cidade.

A manifestação foi realizada por profissionais de saúde do Hospital da Restauração (HR), que protestam na avenida Agamenon Magalhães na altura da unidade de saúde nas faixas central e local no sentido Zona Sul do Recife. Desde essa quinta-feira (6), o grupo reivindica o pagamento das horas extras atrasadas desde agosto deste ano. Segundo informações de um dos organizadores, 16 mil profissionais preenchem o quadro de horas extras em todo o Estado.

Vestindo jalecos, toucas e máscaras, enfermeiros e técnicos denunciaram a ausência de Equipamento de proteção individual (EPIs) e insumos no HR, maior hospital público do Nordeste e referência no atendimento de casos de urgência em Pernambuco. De acordo com os profissionais, chegam a faltar luvas cirúrgicas e até medicamentos básicos como dipirona.

Técnico em Radiologia e um dos organizadores da manifestação, José Neto disse que pacientes não têm recebido tratamento adequado em virtude do déficit. “Antibióticos faltam constantemente. Há pacientes com casos de infecção que não conseguimos tratar”, disse. Ainda de acordo com José Neto, o grupo tem outro protesto agendado para a próxima segunda-feira (10) a partir das 8h.

Os profissionais prometem para segunda-feira uma “manifestação de resistência”: organizaram uma escala com profissionais de outras unidades para manter a via fechada durante todo o dia e ameaçam entrar em greve caso a situação dos atrasos não seja normalizada até a próxima semana. “Há profissionais sem passagem para chegar ao trabalho, sem poder pagar a escola dos filhos ou mesmo colocar comida em casa”, contou o técnico.

Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado informou estar trabalhando para efetuar o pagamento do mês de setembro e dos subsequentes, mas esclareceu que o repasse requer uma apuração mais detalhada dos serviços prestados, por meio de análise e auditoria, “para evitar inconformidades”. Ainda de acordo com a nota, o repasse só é feito após 60 dias do período trabalhado, tempo necessário para fazer todas as análises.

Trânsito
Populares ouvidos pela Rádio Folha se mostraram solidários com o protesto, mas reclamam do congestionamento, que tem início na reitoria da Universidade de Pernambuco (UPE), no bairro de Santo Amaro, e segue até o HR, onde se encontra o bloqueio. “Faz duas horas que estou aqui esperando e nada. Acho que tem que fazer [o protesto], mas em frente à casa do governador e não aqui, né?”, declarou um motorista.

A Polícia Militar esteve presente no local e acompanhou o protesto. A CTTU tentou organizar o trânsito orientando motoristas a desviar o bloqueio seguindo pela avenida Joaquim Nabuco.

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