Protesto interdita cruzamento próximo ao Edifício Holiday, na Zona Sul do Recife

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Um protesto provoca interdições no cruzamento entre a Avenida Conselheiro Aguiar e a Rua Ribeiro de Brito, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, na manhã desta sexta-feira (8). Segundo testemunhas, o ato reúne moradores do Edifício Holiday, que reivindicam reparos na rede elétrica do prédio após um problema ocorrido na terça-feira (5).

A manifestação teve início pouco antes das 11h e, em alguns momentos, o cruzamento foi interditado por entulhos. Os participantes também deram as mãos e impediram a passagem de veículos. Agentes da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) foram acionados para atuar no trecho.

Quem vive perto do prédio afirma que um problema elétrico motiva o protesto. O problema ocorreu no feriado de carnaval, segundo testemunhas.

“Ouvimos uns três ‘pipocos’ de manhã, pareciam fogos de artifício. Depois disso, o pessoal do Holiday ficou sem energia. Eles tentaram resolver por conta própria, mas não conseguiram. A Celpe esteve lá na quarta (6) e na quinta (7), mas não resolveram e agora eles fazem esse protesto”, conta uma moradora de um prédio vizinho que preferiu não se identificar.

Ainda de acordo com a testemunha, os moradores do Holiday alegam que o problema foi “provocado” pela Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) para efetuar o corte de energia no edifício. “Como a Celpe veio antes para cortar a energia e os funcionários não conseguiram por causa do tratamento dos moradores, eles estão dizendo que esse problema foi de propósito”, diz.

A Celpe informa que não realizou nenhuma ação de suspensão de energia no Edifício Holiday. “A análise preliminar constatou um problema nas instalações internas do prédio que também afetou parte da rede elétrica”, afirma no texto.

Holiday alvo de inquérito


Em fevereiro, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou um inquérito civil para investigar as condições de habitabilidade do Edifício Holiday. Construído em 1957, o prédio apresenta riscos aos moradores e frequentadores, segundo o órgão.

O edifício tem 476 apartamentos, divididos em 17 andares, onde moram, segundo o síndico, cerca de 3 mil pessoas. No térreo, funcionam dezenas de pontos comerciais.

Através de vistorias feitas pela Celpe, equipes constataram riscos de acidentes devido a ligações clandestinas, emendas mal executadas e condutores com isolamento degradado. Metade dos apartamentos têm irregularidades elétricas, segundo a concessionária.

Os técnicos da Celpe foram ao local duas vezes para efetuar o corte de energia no prédio, mas foram hostilizados pelos moradores. A companhia prestou queixa na polícia sobre o ocorrido.

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