Recife terá plano de adaptação às mudanças climáticas

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A Capital pernambucana terá o seu próprio Plano de Adaptação às Mudanças Climáticas, instituído há dois no Brasil. O documento, a ser concluído em agosto do próximo ano, será focado, não em reduzir as vulnerabilidades, mas adaptar os principais setores aos efeitos climáticos.

Para isso, o plano do Recife focará na gestão de risco associada ao clima, ou seja, buscar mecanismos e metodologias para que as políticas setoriais (seja agricultura, recursos hídricos, gestão de risco aos desastres naturais e zonas costeiras, por exemplo) sejam orientadas e busquem adaptação.

A iniciativa será apresentada nesta segunda-feira (10) durante a 15ª reunião do Comitê de Sustentabilidade e Mudanças Climáticas (Comclima). O encontro, gratuito e aberto ao público, ocorre às 14h, no Museu da Cidade do Recife, situado no Forte das Cincos Pontas, no Centro.

O secretário-executivo de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente, Maurício Guerra, adiantou que o primeiro passo será mapear áreas vulneráveis no Recife, ou seja, áreas suscetíveis à inundações, deslizamentos, erosão costeira marinha, com maior aumento de temperatura, bloqueio de ventilação e de estrangulamento de córregos e canais, por exemplo.

“O índice tem a intenção de apontar os gargalos que aumentam a nossa fragilidade em relação às mudanças climáticas. Definido isso, calcularemos os principais pontos críticos e apresentaremos propostas que diminuam a nossa fragilidade aos efeitos climáticos”, explica o gestor. Estudos feitos por instituições como a Fiocruz, UFPE e IPA servirão de base para facilitar nesse mapeamento.

A novidade acontece no momento em que dados do Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa (Seeg), lançados recentemente pelo Observatório do Clima, colocam Pernambuco na 15ª posição entre os 26 estados que mais contribuíram para o aquecimento global.

Em 2017, Pernambuco liberou mais de 30 milhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera, seis milhões de toneladas a mais que no ano anterior. As emissões provocadas por automóveis e motocicletas que utilizam combustível fóssil puxaram a taxa, representando pouco mais de um terço de toda a carga lançada em um ano, com 11 milhões de toneladas.

Comclima
O fórum é formado por instituições da sociedade civil, órgãos estaduais e federais, além de seis secretarias municipais, sob a coordenação da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente. A principal missão é estabelecer políticas e ações para o enfrentamento local do aquecimento global. Dentre os participantes do debate, estarão a Waycarbon, empresa de referência em assessoria sobre mudanças globais do clima; O Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e o ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade.

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