Relação entre escola e alienação parental é tema de debate no Recife

114

O Centro de Apoio Psicossocial (CAP) do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) promove, nesta terça-feira (24) o debate “A escola como aliada no combate à alienação parental”. O objetivo da audiência, realizada no auditório do Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, na Ilha Joana Bezerra, na área central do Recife, é discutir formas de enfrentar a alienação parental, por ser o ambiente escolar um dos locais em que o fenômeno é frequentemente identificado.

As palestras estão sendo ministradas pela chefe do CAP TJPE, a psicóloga Helena Ribeiro; a assistente social Ednalda Barbosa; e a psicóloga Lara Brasileiro, ambas também do Centro de Apoio do Tribunal. A psicóloga Renata Lima, atuante no Colégio Parnamirim, que apresenta um relato de como a instituição trabalha as situações de alienação.

“A questão da alienação parental nos preocupa porque ela não chega explícita nos processos. Infelizmente a maioria dos casos registrados ainda parte das mães contra os pais, mas há também os casos cruzados em que tanto o pai quanto a mãe promovem essa alienação”, afirmou a chefe geral do CAP, Helena Ribeiro.

A Lei 12.318/2010 define a alienação parental como a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou o adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância para que repudie ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos com o genitor.

Entre os sinais da alienação que repercutem no contexto escolar, estão: baixo rendimento, agressividade, frequência irregular, não cumprimento de normas, sonolência, apatia, não participação em atividades festivas, dificuldades de relacionamento e distúrbios alimentares.

“O papel da escola é tentar minimizar os danos da alienação e conscientizar os pais dos prejuízos desse tipo de atitude. Tem casos em que o pai tira o nome da mãe do registro escolar, só porque é o responsável financeiro. Já tivemos caso de uma mãe que pediu para a escola proibir o filho de ser liberado na presença dos pais”, relatou a psicologa Renata Lima

Em casos de suspeitas de alienação parental, o CAP/TJPE orienta as famílias a procurarem órgãos de defesa da Infância e Juventude, como o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública de Pernambuco. O CAP funciona desde 1992, e vinculado administrativamente ao TJPE, desde 1998. A unidade presta assistência para as 12 Varas de Família e Registro Civil da Capital.

Cartilha
Em novembro de 2017, foi lançada a Cartilha de Orientação Contra a Alienação Parental. A publicação é uma parceria do TJPE, da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Conselho Regional de Psicologia de Pernambuco – 2ª Região (CRP-PE) e da Faculdade DeVry Boa Viagem (DeVray/FBV).

Deixe seu Comentário!

Anuncie