Robson Sampaio recebe título de cidadão pernambucano

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A maior parte da vida do jornalista e ex-colunista da Folha de Pernambuco Robson Sampaio foi vivida em solo pernambucano. A esposa, as três filhas e os sete netos nasceram no Estado e até mesmo mãe dele e o irmão mais velho nasceram em Pernambuco, no município de Garanhuns. Sampaio contudo é natural de Maceió, Alagoas, onde viveu até os 12 anos. Agora, aos 70 anos, o jornalista recebeu, nesta segunda-feira (18), na Assembleia Legislativa de Pernambuco, no Recife, o título honorífico de cidadão pernambucano por seus serviços prestados ao Estado. O evento contou com a ampla presença da família e amigos.

Em Pernambuco, o jornalista se formou e atuou por 47 anos, sendo 17 deles com serviços prestados ao jornal Folha de Pernambuco, onde mantinha uma coluna diária entre 1998 e 2015. O fato foi citado em discurso pelo deputado João Eudes, que promoveu a honraria. “Fazer jornalismo com seriedade e compromisso com a verdade é essencial a todos que trabalham com informação e comunicação. Mas Sampaio foi muito mais, foi mesmo o nosso Rubens Braga. E agora podemos dizer, o Rubem Braga de Pernambuco”, elogiou. “É importante homenagear as pessoas em vida”, continuou o deputado.

Além do título, o jornalista recebeu um caboclo de lança feito pelo mestre Sussula, de Tracunhaém. Ele agradeceu, bastante emocionado, à sua família, que estava presente, à vida e recordou seu ofício como comunicador. “Sempre prezei pela essência do jornalismo, que é dar voz às pessoas que pouco são ouvidas. A Folha consolidou minha opção pelo jornalismo, por trabalhar em dar voz aos que não têm”, disse Robson Sampaio.

“Ele tem muito amor por esta cidade e nosso Estado”, disse Lúcia Guimarães Sampaio, esposa do jornalista, em referência aos vários livros de poesia escritos pelo marido. Eles estão casados há 45 anos. Robson Sampaio escreveu e publicou livros como “Eu sou Capibaribe” e “O Recife e outros poemas”. Ele ocupa a cadeira 22 da Academia Recifense de Letras e é cidadão do Recife desde 2007 e, em 2013, também de Jaboatão. “Agora eu sou cidadão de fato, porque eu já o era de direito”, resumiu.

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