Servidores municipais realizam passeata no Recife

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Os servidores municipais da Prefeitura do Recife (Sindsepre) realizaram, na tarde desta sexta-feira (04), uma passeata na área central da cidade em apoio à greve da categoria, deflagrada nesta manhã. Reunidos em frente à Câmara dos Vereadores do Recife, no bairro da Boa Vista, os manifestantes caminharam pela rua da Aurora, depois seguiram em direção à avenida Militar e terminaram a passeata em frente à Prefeitura, local onde a direção se reuniu com o secretário executivo de Administração e Gestão, Carlos Muniz. Mesmo com a reunião, a greve continua sem prazo para terminar.

Os manisfestantes reivindicam ajuste salarial de 17,90% (para quem recebeu 5%, em 2016) e 23,79% (para quem não recebeu 5%). A Prefeitura do Recife, segundo o sindicato, diz que estará aberta para negociações a partir de julho. “Nós queremos negociar com a Prefeitura, mas eles só pretendem negociar os reajustes a partir de julho. Esse é o grande problema porque os trabalhadores não podem esperar esse tempo. Desde janeiro estamos reivindicando esse reajuste”, disse o vice-presidente do Sindsepre, Ailton Andrade.

Além do reajuste, a categoria reivindica a implementação dos Planos de Cargos, Carreira, Desenvolvimento e Vencimentos (PCCDVs) aprovados, melhores condições de trabalho e reajuste do vale-alimentação de R$ 25. Segundo a Prefeitura, o prazo dado até julho acontece em virtude da situação econômica do País e da Região Nordeste.

“Ainda vivemos um período de crise econômica, principalmente no Nordeste. Solicitamos esse prazo para ter a responsabilidade de arcar com os salários sem atrasos. Não podemos agir com irresponsabilidade”, alega o secretario executivo de administração e gestão, Carlos Muniz. Ainda de acordo com o órgão municipal, as negociações devem ser abertas a partir de 10 de julho.

Resposta da PCR
Em nota enviada ao Portal FolhaPE, a Prefeitura do Recife diz manter “constantemente o diálogo”, afirma “lamentar que algumas categorias tenham optado por radicalizar o movimento, com o processo de negociação em andamento” e informa que pauta apresentada pelos servidores na primeira mesa geral foi “quantificada no montante de R$ 462 milhões, o que representa ao final deste ano um comprometimento da Receita Corrente Líquida com a Despesa de Pessoal de 58,03%”. A PCR argumenta que o valor “extrapolaria o limite máximo permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal que é de 54%”.

Confira a íntegra da nota da PCR

“A Prefeitura do Recife informa que mantém constantemente o diálogo aberto com todas as categorias de servidores municipais. Somente este ano, já foram realizadas 20 reuniões setoriais, que discutem temas específicos de cada categoria, além do início da mesa geral de negociação salarial 2018, há duas semanas. Nesta sexta-feira (4), em mais um gesto de abertura ao diálogo, uma comissão de representantes dos servidores foi recebida pelo secretário executivo de Administração e Gestão de Pessoas, Carlos Muniz.

Outra reunião da mesa geral já estava agendada com o Fórum de Servidores Municipais para julho, quando a Gestão Municipal acredita que será possível visualizar de forma prudente qual o cenário para 2018. As reuniões setoriais continuam acontecendo periodicamente. A Prefeitura do Recife lamenta que algumas categorias tenham optado por radicalizar o movimento, com o processo de negociação em andamento.

A Prefeitura do Recife reforça que a pauta apresentada pelos servidores durante a primeira mesa geral foi quantificada no montante de R$ 462 milhões, o que representa ao final deste ano um comprometimento da Receita Corrente Líquida com a Despesa de Pessoal de 58,03%. Isso extrapolaria o limite máximo permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal que é de 54%. A Prefeitura do Recife havia exibido o crescimento da folha de pagamento, considerando, inclusive, o cumprimento das progressões funcionais das categorias que possuem plano de cargos e o pagamento em dia, compromisso que vem sendo pago à risca desde 2013.”