Suspeito de atirar em ex-companheira, PM reformado se apresenta à polícia

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O policial reformado da Polícia Militar de Pernambuco suspeito de tentar matar a ex-companheira no salão de beleza onde ela trabalhava se apresentou, nessa quarta-feira (3), à Delegacia de Casa Amarela, na Zona Norte do Recife. De acordo com a Polícia Civil de Pernambuco, Erivaldo Gomes dos Santos, de 47 anos, foi ouvido e, em seguida, liberado por não haver nenhum mandado de prisão expedido contra ele. As investigações, que seguem em sigilo, estão sendo conduzidas pela delegada Lídia Barci, da Delegacia de Casa Amarela, no Recife.

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O crime aconteceu na tarde do último dia 27. A manicure Renata Sérgio da Silva, de 30 anos, trabalhava em um salão – localizado em uma galeria na Rua Desembargador Góis Cavalcante, no bairro do Parnamirim, Zona Norte do Recife – quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. O PM aposentado, de acordo com os familiares da vítima, não aceitava o fim do relacionamento.

A manicure foi atingida por três tiros no rosto, tórax e abdômen. Logo após a tentativa de homicídio, ela foi socorrida pelos colegas de trabalho para o Hospital Agamenon Magalhães, em Casa Amarela, e depois transferida para o Hospital da Restauração, no Derby, onde passou por cirurgia. Ela recebeu alta da equipe médica da unidade hospital no último dia 1º e segue se recuperando em casa.

No momento do crime, havia seis pessoas – a proprietária, uma cliente e quatro funcionárias – no salão de beleza onde a vítima trabalhava. Segundo o porteiro da galeria onde se localiza o salão, Cícero dos Santos, de 50 anos, as pessoas ficaram em pânico e saíram correndo depois que o sargento reformado efetuou os disparos. “Momentos antes, a dona do salão saiu gritando pra mim ‘Seu Cícero, ele está armado’. Logo em seguida, ouvi três disparos. Quando eu virei, ele [policial aposentado] saiu correndo. Eu não cheguei a ver porque na hora foi uma agonia, mas o pessoal que estava perto falou que ele subiu em uma moto e foi embora”, relatou o porteiro.

Peritos do Instituto de Criminalística estiveram no local, onde visualizaram manchas de sangue – principalmente na copa do salão -, além de projéteis. “Olhamos elementos balísticos para comparar com a arma”, observou o perito Victor Sá Leitão.

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