Suspeito de matar arquiteta em Olinda usou pedra e três vasos

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jardineiro Renato José da Silva, de 28 anos, suspeito de matar a arquiteta e fundadora do bloco carnavalesco ‘Eu Acho É Pouco’Maria Alice dos Anjos, teria usado uma pedra de aproximadamente 400 gramas e três vasos para cometer o crime sozinho. A constatação foi feita pela perícia criminal na reconstituição do assassinato nesta terça-feira (10). A simulação, com a participação do suspeito, foi realizada para descartar a hipótese de outros envolvidos no crime.

Maria Alice dos Anjos foi encontrada morta na noite do dia 13 de março em sua residência, na Rua 13 de Maio, no Sítio Histórico de Olinda, com uma lesão na cabeça. A tese de latrocínio, roubo seguido de morte, foi confirmada durante as investigações. O jardineiro da vítima, detido com mandado de prisão temporária, confessou o crime no dia 24 de março.

De acordo coma perita criminal Wanja Santos, o suspeito colaborou com a simulação e refez todas as cenas, acompanhado por dois advogados. “Nossa equipe de polícia científica reconstituiu todas as pedras que foram encontradas na área do crime, e concluímos que foram usados três vasos, um de concreto e dois de cerâmica, que chegavam a três quilos, e uma pedra de, aproximadamente, 400 gramas”, disse. “Também descartamos a possibilidade de outra pessoa envolvida, ele fez tudo sozinho”, acrescentou.

O laudo da perícia será entregue em até 10 dias à delegada Andréa Griz, responsável pelo caso. “A gente ainda não concluiu. Só com o laudo pericial definitivo é que vamos averiguar os questionamentos”, afirmou a delegada. Até o dia 20 de abril, o inquérito será concluído e remetido ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

Crime
jardineiro Renato José da Silva, de 28 anos, confessou à polícia que matou a arquiteta e artista plástica Maria Alice Soares dos Anjos, de 74 anos. De acordo com o criminoso, que é usuário de crack, ele trabalhava para a idosa desde 2014 e tinha acesso livre a casa da mulher. Ele havia percebido que Maria Alice já estava desconfiada de que ele cometia os delitos e, mesmo assim, quis entrar na casa para roubar dinheiro. No dia do crime, ele contou que a fundadora do Eu Acho é Pouco o flagrou pulando o muro da casa dela.

Segundo a delegada, após ser pego no flagra, o homem atraiu Maria Alice para perto dela. Ele se escondeu e surpreendeu a mulher com uma chave de pescoço. Ele alega que matou a patroa porque não queria que ela contasse aos amigos e família que ele era a pessoa que, realmente, cometia os delitos na cada de Maria Alice.

Segundo Andréa Griz, Renato tinha a cópia da chave de Maria Alice e chegou a usar o carro escondido. Em outras ocasião, ele entrou na casa dela e furtou cerveja, carne , botijão de gás e outros objetos.

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