Turista morre de hemorragia em Fernando de Noronha

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Um turista de São Paulo, com 61 anos de idade, morreu na madrugada desta sexta-feira (3), após sentir-se mal em Fernando de Noronha. O visitante deu entrada no Hospital São Lucas (HLS), na noite de quinta-feira (2), com dores fortes causadas por uma hemorragia.

A direção do HLS divulgou nota sobre o caso. “Na quinta-feira (2), às 19h30, horário de Fernando de Noronha, o turista J.P.G.T, de 61 anos, deu entrada no Hospital São Lucas referindo sangramento intenso. O mesmo informou ter realizado procedimento cirúrgico invasivo há aproximadamente 06 (seis) dias antes de sua chegada na ilha”. A unidade de saúde não especificou o local de sangramento.

Ainda de acordo com o texto, após avaliação clínica, exames e administração medicamentosa, o paciente não apresentou resposta ao tratamento. “Foram realizadas manobras de ressuscitação cardiopulmonar, porém, à 1h55 da sexta-feira (3), o paciente veio a óbito”, completa a nota.

O corpo do turista será transferido ainda neste sexta-feira para São Paulo. A esposa do visitante está na ilha e acompanhou todos os procedimentos.

Avião de salvamento
O turista deu entrada no hospital após o fechamento do aeroporto. Por falta de iluminação dos morros da ilha, o aeródromo de Noronha fecha às 18h e só reabre às 8h.

O administrador de Fernando de Noronha, Guilherme Rocha, montou uma força-tarefa e solicitou à Aeronáutica uma autorização especial para o pouso do “salvaero”, um avião de salvamento utilizado para emergências médicas.

“Envolvemos Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Conselho Distrital e Assembleia Popular Noronhense. O comandante da Aeronáutica Erlem Vieira foi muito solícito. Conseguimos o mais difícil, a autorização para pouso noturno, mas infelizmente não havia um avião disponível em tempo de salvar o turista”, afirma Guilherme Rocha.

O administrador afirma que vai acelerar os processos para realizar uma obra para iluminação do aeroporto, a implantação de banco de sangue na ilha e a disponibilidade de aeronaves to tipo “salvaero” para Noronha com maior agilidade.

“Precisamos de um ‘salvaero’ disponível 24 horas [por dia] para Fernando de Noronha. Também temos a necessidade de um banco de sangue na ilha. Estamos em contato com o Hemope [Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco] e a ideia é ter um banco de sangue no Hospital São Lucas o mais rápido o possível”, diz o administrador.

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