Unidades de conservação terão mais proteção em 2019

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Até o fim de 2019, todas as 25 Unidades de Conservação da Natureza (UCN) do Recife terão seus planos de manejo (diretrizes para uso do solo) concluídos. A equipe da Secretaria de Desenvolvimento Social e Meio Ambiente da Capital (SDSMA) analisa essas áreas verdes desde março. Na quinta-feira (7), o assunto foi oficializado em um seminário realizado na Madalena, na Zona Oeste do Recife.

Apesar de compor 38% do território recifense, a maioria das UCNs não tem parâmetros detalhados para uso do solo. Daí a importância dos planos. “A gente tem a lei do Sistema Municipal de Unidades Protegidas, criada em 2014 pelo prefeito Geraldo Julio, que cria o sistema de proteção dessas áreas. Lá, foi determinado que temos que fazer o plano de manejo, de como deve ser a ocupação e a sustentabilidade dessas áreas”, explicou o secretário Bruno Schwambach.

“Estamos rodeados por áreas de conservação. Se olhar o mapa de ocupação do Recife, você percebe que a criação dessas unidades foi importante. A maioria da população vive onde não é área de UCN. Como há uma pressão de ocupação dessas unidades, pela falta de espaço, a gente tem que pensar no que vai ser possível, para que exista uma ocupação que mantenha um equilíbrio entre a natureza e a ocupação do homem”, complementa Bruno.

A elaboração dos planos de manejo está sendo feita por uma equipe de 16 pessoas. As etapas estão subdividas em diagnóstico, categorização, zoneamento e elaboração efetiva das diretrizes. Somente sete UCNs do Recife estão categorizadas, como a do Jiquiá e a do Parque dos Manguezais. Será avaliado o passado daquela área; o desenvolvimento de sua ocupação; e o presente, avaliando fauna, flora e impactos da presença do homem.

“Todas as 25 UCNs têm dados e informações sistematizadas, que vamos trabalhar de forma analítica, relacionando as características do ambiente e entendendo as conexões com a sociedade e o uso das pessoas”, contou Maíra Braga, gerente geral de Unidades Protegidas.

Com a análise de dados e visitas aos campos, será possível passar para outra etapa, que é estabelecer categorias (qual tipo de unidade, o que pode e o que não pode) e fazer o zoneamento. A categorização, presente apenas em seis unidades do Recife, define se ela é de uso sustentável ou de proteção integral. E elas passarão por revisão.

“Não significa que vai mudar. Se a UCN estiver com categoria pertinente, ótimo. Mas se ela se encaixa em outra mais apropriada, podemos aproveitar o momento e fazer essa alteração”, ressaltou Maíra.

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