Urbana-PE quer tarifa de ônibus a R$ 3,55; definição sai na sexta-feira

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O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana-PE) quer um reajuste médio de 11,02% nas tarifas de ônibus da Região Metropolitana do Recife em 2018. O aumento depende de aprovação do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM), que terá uma reunião para discutir o tema na próxima sexta-feira (12), às 8h, na sede da Secretaria das Cidades, situada no bairro da Iputinga, na Zona Oeste da Capital.

A data da reunião e a proposta das empresas de ônibus foram divulgadas nesta segunda-feira (8), em ofícios enviados aos 24 conselheiros do CSTM. Com o percentual defendido pela Urbana-PE, o anel A – utilizado por cerca de 70% dos usuários – subiria de R$ 3,20 para R$ 3,55, o B, de R$ 4,40 para R$ 4,90, o D, de R$ 3,45 para R$ 3,85, e o G, de R$ 2,10 para 2,35.

O Grande Recife Consórcio de Transporte (GRCT) também divulgou, nesta segunda, um estudo de recomposição da tarifa e uma planilha em que apontou itens como a queda da quantidade de passageiros transportados e o aumento do preço dos combustíveis como fatores que interferem no aumento. Por outro lado, segundo o órgão gestor, as empresas de ônibus adquiriram menos veículos que o acertado na reunião que definiu o aumento da tarifa no ano passado. Entre novembro de 2016 e dezembro de 2017, foram 380 ônibus zero quilômetro, 87 a menos que os 467 que eram previstos.

Governo não divulga proposta

Pela primeira vez nos últimos dez anos, a planilha do GRCT não indicou que tarifa média é necessária para o realinhamento econômico do sistema de transporte. É esse valor que costuma ser votado e aprovado pelos conselheiros ligados ao Governo do Estado e pela maioria dos demais componentes do CSTM. Segundo a Secretaria das Cidades e o GRCT, o valor defendido pelo Governo será apresentado somente no dia da reunião.

Na planilha, também foi considerada a inflação acumulada entre novembro de 2016 e dezembro de 2017, de 2,80%. Até 2014, o Governo do Estado realinhava a tarifa com base nesse índice, mas, de 2015 em diante, os aumentos da passagem sempre superaram a inflação. Se o índice voltasse a ser usado como parâmetro em 2018, o anel A, por exemplo, subiria R$ 0,10.

Reação

Representante dos estudantes no CSTM e ligado à Frente de Luta pelo Transporte Público (FLTP), o conselheiro Márcio Morais critica o fato de ir para a reunião de sexta sem saber que percentual os representantes do Governo do Estado defenderão.

“Parece ser aquela mesma novela de sempre, em que os empresários de ônibus pedem um valor maior, e o Governo dá um percentual menor. Desta vez, não saberemos nem com que valor eles vão chegar lá”, questiona. “Há três anos que dão aumentos acima da inflação, mas o setor empresarial não cumpre sua parte, renovando uma parte menor da frota do que o prometido”, completa.

Nesta segunda , às 18h, ele e outros conselheiros ligados à sociedade civil pretendem se reunir para discutir reações ao anúncio do aumento da passagem. “Nossa defesa, num primeiro momento, é de que não haja nenhum reajuste e de que seja implantada a tarifa única”, afirma Morais.

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