Vereador é preso pela quarta vez na Zona da Mata de Pernambuco

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O vereador de Carpina Antônio Carlos Guerra Barreto (PSB), conhecido como Tota Barreto, foi preso pela quarta vez. De acordo com a Polícia Civil, a prisão ocorreu em frente à Câmara dos Vereadores do município, no Centro da cidade, antes da entrada do político, e é relativa às investigações da operação Caça Fantasmas, deflagrada pela Polícia Civil em 2016.

A prisão ocorreu na terça-feira (4), mas só foi divulgada nesta quarta (5).

Segundo a corporação, o esquema de fraude funcionava com empréstimos consignados e desvios de pagamentos a servidores fantasmas na Câmara de Carpina. A Polícia Civil acredita que mais de R$ 500 mil tenham sido retirados de forma ilícita dos cofres públicos do município.

O mandado de prisão foi expedido pelo juiz Rildo Vieira da Silva e cumprido pela delegada Bárbara Fort e policiais civis da delegacia de Carpina. Após os procedimentos de praxe, Tota Barreto deve ser encaminhado ao Centro de Observação e Triagem Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima. O G1 tenta localizar a defesa de Tota Barreto.

Prisões anteriores

Em novembro de 2016, Tota Barreto foi preso preventivamente durante a operação Caça Fantasmas, deflagrada pela Polícia Civil para investigar desvio de dinheiro público da Câmara de Vereadores de Carpina.

Na época, o delegado Nehemias Falcão informou à reportagem que Barreto é um dos líderes de uma quadrilha que usava empréstimos consignados para arrecadar dinheiro de forma ilícita. O filho, o cunhado e o genro do vereador também estavam envolvidos no esquema, segundo a corporação.

Em junho de 2017, o vereador de Carpina, que também é ex-prefeito do município de Lagoa do Carro, na Zona da Mata, voltou a ser alvo da polícia. Ele foi detido durante a operação Fraus, que teve como objetivo cumprir mandados de prisão por fraude em licitação, falsidade ideológica, peculato, corrupção e associações criminosa.

Um terceiro mandado de prisão foi concedido pela Justiça na Operação Comunheiro, deflagrada em julho de 2017, pelo delegado Izaias Novaes, para prender oito suspeitos de integrar uma organização criminosa suspeita de crimes em licitações e lavagem de dinheiro em prefeituras do interior.

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